A neuropatia diabética é a lesão dos nervos causada pelo excesso de glicose no sangue ao longo do tempo. A forma mais comum começa nos pés, dos dois lados, com queimação, formigamento, choques e dormência, e pode subir para as pernas e as mãos. O controle do diabetes é a base do tratamento. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos usa o ultrassom para identificar compressões de nervo somadas à neuropatia e realiza bloqueios guiados em casos selecionados.

O que é a neuropatia diabética

Quando a glicose fica alta por muito tempo, ela lesiona os nervos e os pequenos vasos que os nutrem. Os nervos mais longos, que vão até os pés, são os primeiros a sofrer. Por isso a neuropatia diabética costuma começar nas pontas dos dedos dos pés e sobe devagar, em um padrão chamado de “bota e luva”.

É uma das complicações mais frequentes do diabetes e pode aparecer tanto no tipo 1 quanto no tipo 2, principalmente com anos de doença e controle irregular.

Sintomas

  • Queimação nos pés, que piora à noite.
  • Formigamento e sensação de agulhadas.
  • Choques que surgem de repente.
  • Dormência, com sensação de andar sobre algodão.
  • Dor ao toque leve, como do lençol.
  • Perda de equilíbrio, por redução da sensibilidade da sola do pé.

Tipos de neuropatia no diabetes

TipoComo se manifestaOnde
Polineuropatia simétricaQueimação, formigamento, dormênciaPés e pernas, depois mãos, dos dois lados
Compressões de nervoDor e formigamento em uma regiãoPunho (túnel do carpo), cotovelo, pé
Neuropatia autonômicaTontura ao levantar, alterações intestinais e da bexigaÓrgãos internos
MononeuropatiaDor ou fraqueza súbita em um nervoUm nervo isolado

Por que o ultrassom ajuda

A neuropatia difusa é diagnosticada pelo exame clínico e pela eletroneuromiografia. O ultrassom entra em outro ponto: quem tem diabetes tem mais compressões de nervo, como a síndrome do túnel do carpo e o neuroma de Morton. Essas compressões somam dor à neuropatia e têm tratamento próprio.

O ultrassom musculoesquelético mostra o nervo no ponto de compressão, mede sua espessura e identifica a causa, orientando o tratamento direcionado.

Sinais de alerta nos pés

  • Ferida que não cicatriza ou bolha que muda de cor.
  • Vermelhidão, calor e inchaço no pé, com ou sem dor.
  • Mudança no formato do pé.
  • Unha encravada ou calo com secreção.

Esses sinais exigem avaliação rápida com o médico que acompanha o diabetes ou atendimento especializado em pé diabético.

Tem diabetes e a dor piorou em uma região específica?

O ultrassom mostra se há uma compressão de nervo somada à neuropatia, que pode ser tratada de forma direcionada.

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Investigação clínica completa

Histórico clínico

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, os pés de quem tem diabetes devem ser examinados pelo menos uma vez por ano. Na consulta, entram tempo de diabetes, controle da glicose, tipo e local da dor, feridas anteriores e outras complicações.

Exames hormonais e laboratoriais

Hemoglobina glicada, glicemia, vitamina B12, função renal e da tireoide, acompanhados pelo médico que trata o diabetes.

Fatores metabólicos

O controle da glicose, da pressão e do colesterol reduz a progressão da neuropatia.

Sono

A queimação noturna atrapalha muito o sono, e dormir mal piora o controle da glicose.

Saúde mental

A dor persistente e o medo de complicações nos pés afetam o humor e a adesão ao tratamento.

Uso de medicamentos

Alguns medicamentos para diabetes podem reduzir a vitamina B12 com o tempo, o que também afeta os nervos. Os medicamentos são revisados com o médico assistente.

Estilo de vida

Calçados adequados, inspeção diária dos pés, atividade física, parar de fumar e reduzir o álcool.

Tratamentos disponíveis

Controle do diabetes

É a base. Conduzido pelo endocrinologista ou pelo clínico.

Medicamentos específicos para dor neuropática

Prescritos pelo médico assistente, de forma individual.

Cuidados com os pés

Hidratação, unhas bem cortadas, calçados sem costura interna e acompanhamento de calos e feridas.

Bloqueio de nervo guiado por ultrassom

Em casos selecionados, principalmente quando há compressão associada, o bloqueio analgésico guiado alivia a dor de um nervo específico. Na síndrome do túnel do carpo, a hidrodilatação também pode ser considerada. O efeito do corticoide sobre a glicose é considerado na escolha do medicamento.

Limitações e quando o procedimento não é indicado

O procedimento não trata a neuropatia difusa nem substitui o controle do diabetes. Não é feito com feridas ou infecção no local e exige acompanhamento da glicose quando há corticoide.

Riscos da automedicação

Anti-inflamatórios podem piorar a função dos rins, já sensível no diabetes. Bolsas de água quente e escalda-pés em pés com pouca sensibilidade podem causar queimaduras sem que a pessoa perceba.

Neuropatia diabética em Brasília e no Gama

A Dra. Mayara avalia nervos com ultrassom no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno, inclusive em domicílio. Veja também dor neuropática e dor no tornozelo e no pé.

Perguntas frequentes

Neuropatia diabética tem cura?

A lesão já instalada nem sempre regride, mas o bom controle da glicose reduz a progressão, e a dor pode ser controlada com tratamento adequado.

Por que a dormência nos pés é perigosa?

Porque a pessoa deixa de sentir machucados, calos e bolhas. Pequenas feridas passam despercebidas e podem virar úlceras e infecções. Olhar os pés todos os dias é essencial.

Quem tem diabetes tem mais síndrome do túnel do carpo?

Sim. O nervo de quem tem diabetes é mais sensível à compressão. O ultrassom mostra o nervo mediano no punho e ajuda a separar a compressão da neuropatia difusa.

O bloqueio guiado resolve a neuropatia?

Não. Ele pode aliviar a dor de um nervo específico, principalmente quando há compressão associada. O tratamento da neuropatia é o controle do diabetes e os medicamentos específicos prescritos pelo médico.

Quem tem diabetes pode fazer infiltração com corticoide?

Pode, em casos selecionados, mas o corticoide eleva a glicose por alguns dias. A glicemia deve ser acompanhada com mais atenção depois do procedimento, junto com o médico que trata o diabetes.

Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama

Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.

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