A síndrome dolorosa regional complexa (SDRC) é uma dor intensa e desproporcional ao trauma que a desencadeou, geralmente após fratura, entorse ou cirurgia no punho, mão, tornozelo ou pé. Vem com inchaço, alteração de cor, temperatura e suor da pele e rigidez. O tratamento principal é a reabilitação precoce, com controle da dor. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos participa do controle da dor com bloqueios guiados por ultrassom em casos selecionados.
O que é a síndrome dolorosa regional complexa
A síndrome dolorosa regional complexa é uma condição de dor crônica que surge, na maioria das vezes, depois de uma lesão em um membro: fratura do punho, entorse do tornozelo, esmagamento, cirurgia ou até uma imobilização. A dor é muito maior do que o esperado para aquela lesão e se espalha além da área atingida.
O mecanismo envolve alterações nos nervos periféricos, no sistema nervoso central, na circulação e no sistema imunológico da região. Por isso, além da dor, a pele muda de cor, de temperatura e de suor, e o membro incha e perde movimento.
Tipos
Tipo 1
Sem lesão identificável de um nervo específico. O diagnóstico segue critérios clínicos internacionais, conhecidos como critérios de Budapeste, de acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP). É o mais comum, geralmente após fratura ou entorse.
Tipo 2
Com lesão confirmada de um nervo. Veja dor neuropática.
Sinais e sintomas
- Dor intensa, em queimação, desproporcional à lesão.
- Dor ao toque leve e à mudança de temperatura.
- Inchaço da mão ou do pé.
- Mudança de cor, com a pele avermelhada, arroxeada ou pálida.
- Diferença de temperatura em relação ao outro lado.
- Alteração do suor na região.
- Rigidez e perda de força, com dificuldade de mexer os dedos.
- Alteração de unhas, pelos e pele em fases mais avançadas.
SDRC ou evolução esperada após o trauma?
| Característica | Evolução esperada | SDRC |
|---|---|---|
| Intensidade da dor | Proporcional à lesão | Muito maior que o esperado |
| Evolução | Melhora a cada semana | Piora ou não melhora |
| Área da dor | Local da lesão | Espalha além da lesão |
| Pele | Normal após os primeiros dias | Muda de cor, temperatura e suor |
| Toque leve | Não dói | Dói |
Fatores de risco
- Fraturas do punho e do tornozelo, principalmente com imobilização longa.
- Cirurgias de mão e pé.
- Dor muito intensa logo após o trauma.
- Imobilização apertada ou prolongada.
Sinais de alerta
Gesso ou tala muito apertados, com dedos frios, arroxeados ou dormentes, exigem avaliação imediata no mesmo dia, porque podem indicar compressão da circulação.
A dor depois da fratura ou da cirurgia está maior a cada semana?
Reconhecer a SDRC cedo muda a evolução. O controle da dor permite que a reabilitação avance.
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Histórico clínico
Tipo de lesão ou cirurgia, tempo de imobilização, evolução da dor e das alterações de pele, e tratamentos já realizados.
Exames hormonais e laboratoriais
Usados para excluir outras causas, como infecção e doenças inflamatórias.
Fatores metabólicos
Diabetes e tabagismo pioram a circulação e a recuperação dos nervos.
Sono
A dor em queimação e o toque do lençol atrapalham muito o sono.
Saúde mental
Ansiedade e medo do movimento são comuns e fazem parte do tratamento, porque o movimento é essencial para a recuperação.
Uso de medicamentos
Os medicamentos são prescritos e ajustados pelo médico assistente. Anticoagulantes são revisados antes de procedimentos.
Estilo de vida
Uso do membro nas atividades do dia a dia, dentro do tolerável, e proteção contra frio intenso.
Diagnóstico: quais exames são necessários
O diagnóstico é clínico, por critérios internacionais. Os exames servem para excluir outras causas: a radiografia mostra perda de densidade do osso em alguns casos, o ultrassom musculoesquelético avalia tendões, nervos e inchaço, e exames de sangue excluem infecção e inflamação.
Tratamentos disponíveis
Reabilitação precoce
É o centro do tratamento: fisioterapia e terapia ocupacional com movimento gradual, dessensibilização e técnicas específicas como a terapia do espelho.
Medicamentos
Prescritos pelo médico assistente, de forma individual.
Bloqueios guiados por ultrassom
Em casos selecionados, o bloqueio analgésico guiado por ultrassom de nervos do membro pode reduzir a dor por um período e permitir que a reabilitação avance. Bloqueios de outras estruturas, quando indicados, são feitos por serviços de dor, com encaminhamento.
Acompanhamento multidisciplinar
Casos persistentes se beneficiam de equipe com médico da dor, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e apoio psicológico.
Limitações e quando o bloqueio não é indicado
O bloqueio não cura a SDRC e o efeito é temporário. Sem reabilitação ativa, o alívio tende a não se manter. Não é feito com infecção local e exige cuidado em quem usa anticoagulante.
Riscos da automedicação
Imobilizar o membro por conta própria para “proteger” piora a rigidez. Analgésicos fortes sem acompanhamento trazem risco de dependência e têm efeito limitado nesse tipo de dor.
SDRC em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara participa do controle da dor com bloqueios guiados no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Veja também dor após cirurgia ou trauma, dor no punho e na mão e dor no tornozelo e no pé.
Perguntas frequentes
A SDRC é a mesma coisa que distrofia simpático-reflexa?
Sim. Distrofia simpático-reflexa e algodistrofia são nomes antigos da síndrome dolorosa regional complexa.
Como a SDRC é diagnosticada?
O diagnóstico é clínico, com critérios que combinam dor desproporcional e alterações de sensibilidade, cor, temperatura, suor, inchaço, movimento e aspecto da pele e das unhas, sem outra causa que explique o quadro.
Por que não imobilizar o membro com SDRC?
A imobilização prolongada piora a rigidez e a dor. O movimento orientado, mesmo com desconforto, é a base do tratamento.
O bloqueio guiado cura a SDRC?
Não. O bloqueio pode reduzir a dor por um período e permitir que a reabilitação avance, que é o que muda a evolução do quadro.
Tratar cedo faz diferença?
Sim. O reconhecimento precoce e a reabilitação iniciada logo estão associados a melhor recuperação da função.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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