A rizartrose é a artrose da articulação entre o osso trapézio e o primeiro metacarpo, na base do polegar. É muito comum em mulheres após os 50 anos e causa dor para pinçar, abrir potes, girar chaves e escrever. O tratamento combina proteção da articulação, órtese e exercícios e, quando necessário, infiltração guiada e cirurgia. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos avalia a articulação com imagem e realiza a infiltração guiada em uma região pequena e de acesso delicado.
O que é a rizartrose
A base do polegar tem uma articulação em forma de sela, entre o trapézio e o primeiro metacarpo, que permite o movimento amplo e a oposição do polegar aos outros dedos. Essa mobilidade tem um custo: a articulação recebe carga alta em cada pinça, várias vezes a força aplicada na ponta do dedo, e tende a desgastar.
Com o tempo, a cartilagem afina, surgem osteófitos, os ligamentos ficam frouxos e o metacarpo desliza para fora. O polegar perde força e estabilidade, e a dor aparece nas tarefas mais simples. É uma forma de artrose com características próprias.
Estágios da rizartrose (Eaton-Littler)
| Estágio | Achados | Tratamento mais comum |
|---|---|---|
| 1 | Espaço articular normal ou alargado, frouxidão | Órtese, exercícios, proteção |
| 2 | Redução leve do espaço, osteófitos pequenos | Órtese e infiltração guiada |
| 3 | Redução importante, osteófitos maiores, subluxação | Infiltração e discussão cirúrgica |
| 4 | Artrose também na articulação vizinha | Cirurgia se a dor limita |
Sintomas
- Dor na base do polegar, junto ao punho, que piora ao pinçar.
- Dificuldade para abrir potes, girar chaves, escrever e torcer pano.
- Perda de força de pinça, com tendência a deixar objetos caírem.
- Saliência na base do polegar, pela subluxação.
- Deformidade em “Z” nos estágios avançados, com o polegar fechando para dentro da palma.
- Rigidez curta pela manhã e dor ao final do dia.
Causas e fatores de risco
- Mulheres após a menopausa, com forte componente hormonal.
- Hereditariedade, com casos frequentes na mesma família.
- Frouxidão ligamentar.
- Trabalho manual com pinça repetitiva.
- Trauma prévio na base do polegar.
Sinais de alerta
- Articulação vermelha, quente e muito inchada: afastar gota ou infecção.
- Dor em várias articulações dos dedos com rigidez matinal prolongada: investigar artrite inflamatória com ultrassom reumatológico.
- Formigamento nos dedos: avaliar túnel do carpo, que é frequente junto com a rizartrose.
A dor no polegar atrapalha tarefas simples?
Órtese, exercícios e infiltração guiada controlam a dor na maioria dos casos. A avaliação define o estágio e o melhor caminho.
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Histórico clínico
Tarefas que doem, lado dominante, tempo de evolução, tratamentos anteriores e histórico familiar.
Exames hormonais e laboratoriais
Exames laboratoriais apenas quando há suspeita de artrite inflamatória ou gota, como PCR, VHS, fator reumatoide e ácido úrico.
Fatores metabólicos
Diabetes e excesso de peso estão associados a formas mais dolorosas de artrose nas mãos.
Sono
A dor noturna é pouco comum e, quando presente, sugere fase inflamatória que responde bem à infiltração.
Saúde mental
A perda de habilidade para tarefas finas afeta a autonomia e a autoestima, principalmente em quem trabalha com as mãos.
Uso de medicamentos
Anti-inflamatórios de uso frequente e anticoagulantes são revisados.
Estilo de vida
Trabalho manual, artesanato, jardinagem, uso de celular e ferramentas.
Relacionamento e rotina familiar
Adaptações na cozinha e na casa, com abridores de pote e utensílios de cabo grosso, e a divisão de tarefas pesadas com a família reduzem a sobrecarga.
Diagnóstico: quais exames são necessários
A radiografia estadia a rizartrose. O ultrassom musculoesquelético avalia sinovite, derrame e tendões vizinhos, diferencia de De Quervain e guia a infiltração em uma articulação pequena e de acesso difícil.
Tratamentos disponíveis
Proteção articular e adaptação
Utensílios com cabo mais grosso, abridores de pote, evitar pinça forte e prolongada.
Órtese
Estabiliza a base do polegar e reduz a dor. Pode ser usada à noite e nas atividades que doem.
Exercícios
Fortalecimento dos músculos que estabilizam o polegar, com orientação de terapeuta de mão.
Medicamentos
Anti-inflamatório tópico e oral por curto período nas crises.
Infiltração guiada por ultrassom
O corticoide dentro da articulação alivia a dor nas crises, principalmente nos estágios iniciais e intermediários. O ácido hialurônico é uma alternativa com evidência modesta. Pela pequena dimensão da articulação e pela proximidade da artéria radial, o guia aumenta a precisão e a segurança. Veja infiltração guiada.
Cirurgia
Nos estágios avançados com dor persistente: retirada do trapézio, com ou sem reconstrução ligamentar, prótese ou artrodese, decididas pelo cirurgião de mão.
Proteção articular na prática
A proteção articular é a parte do tratamento que o paciente faz todos os dias, e costuma fazer grande diferença:
- Abrir potes: usar abridores de borracha ou de alavanca, ou apoiar o pote e girar com a palma da mão em vez de pinçar com o polegar.
- Girar chaves: usar adaptadores que aumentam o cabo da chave e reduzem a força necessária.
- Escrever: preferir canetas de corpo grosso e com borracha, que exigem menos força de pinça.
- Cozinhar: facas e utensílios com cabo engrossado, tesouras com mola e descascadores ergonômicos.
- Carregar sacolas: usar o antebraço ou o ombro, e não a pinça entre polegar e indicador.
- Celular: apoiar o aparelho na mesa ou usar as duas mãos para digitar.
Essas mudanças reduzem a carga sobre a articulação em cada tarefa. Somadas ao longo do dia, diminuem a dor e as crises.
Exercícios que ajudam
O fortalecimento dos músculos que estabilizam a base do polegar, especialmente o primeiro interósseo dorsal e os músculos da eminência tenar, ajuda a manter o metacarpo centrado na articulação. Os exercícios são simples, feitos com massinha terapêutica e elásticos, e devem ser orientados por terapeuta de mão para evitar movimentos que piorem a subluxação.
Quanto tempo dura o efeito da infiltração
Nos estágios iniciais e intermediários, o alívio da infiltração com corticoide costuma durar de semanas a alguns meses, e é maior quando o paciente mantém a órtese e a proteção articular. Nos estágios avançados, o efeito tende a ser mais curto. Se a dor volta rapidamente depois de duas aplicações, é hora de discutir a cirurgia com o cirurgião de mão, em vez de repetir o procedimento.
Limitações e quando a infiltração não é indicada
A infiltração não reverte o desgaste. É uma medida de controle da dor que funciona melhor associada à órtese e à proteção articular. Não é indicada com infecção ou lesão de pele no local, e o limite de aplicações de corticoide deve ser respeitado.
Riscos da automedicação
O uso contínuo de anti-inflamatórios em comprimido para suportar a dor traz risco para estômago, rins e pressão arterial, principalmente em mulheres acima dos 60 anos. Suplementos anunciados como regeneradores de cartilagem não têm eficácia comprovada.
Rizartrose em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara atende no consultório da Asa Norte, em Brasília, e pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Veja também dor no punho e na mão.
Perguntas frequentes
Rizartrose tem cura?
Não há reversão do desgaste, mas há controle eficaz da dor na maioria dos pacientes. Nos casos avançados, a cirurgia tem bons resultados.
A órtese resolve?
Reduz a dor em boa parte dos pacientes, principalmente nos estágios iniciais. Pode ser usada à noite e nas atividades que provocam dor.
A infiltração no polegar é dolorosa?
Há desconforto leve. A articulação é pequena, e o ultrassom reduz o número de tentativas e evita a artéria radial, que passa muito perto.
Rizartrose e De Quervain são a mesma coisa?
Não. A rizartrose é artrose da articulação. A De Quervain é inflamação da bainha dos tendões do polegar. Doem em regiões vizinhas e podem coexistir, e o ultrassom diferencia as duas.
Quando operar a rizartrose?
Quando a dor e a perda de força persistem apesar de órtese, exercícios e infiltração, geralmente nos estágios avançados. A decisão é tomada com o cirurgião de mão.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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