A síndrome do túnel do carpo é a compressão do nervo mediano no punho. É a compressão de nervo mais comum do corpo e causa formigamento, dormência e dor na mão, principalmente à noite. Casos leves e moderados costumam responder a órtese e infiltração guiada. Casos graves, com perda de força ou atrofia, precisam de cirurgia, e o atraso pode deixar sequela. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos mede o nervo com ultrassom e orienta a decisão.
O que é o túnel do carpo
O túnel do carpo é um canal estreito no punho, formado pelos ossos do carpo no fundo e por um ligamento resistente no teto, o ligamento transverso do carpo. Por dentro dele passam nove tendões flexores dos dedos e o nervo mediano.
Qualquer condição que aumente o volume dentro do túnel ou reduza seu espaço comprime o nervo. O nervo mediano é responsável pela sensibilidade do polegar, do indicador, do dedo médio e de metade do anelar, e pela força de alguns músculos da base do polegar, importantes para a pinça.
As variações da síndrome
Pela gravidade
| Grau | Sintomas | Achados | Conduta usual |
|---|---|---|---|
| Leve | Formigamento intermitente, principalmente noturno | Alterações discretas no exame do nervo | Órtese e ajustes |
| Moderado | Sintomas também de dia, sensibilidade reduzida | Alterações evidentes | Órtese e infiltração guiada |
| Grave | Dormência constante, perda de força, atrofia | Dano ao nervo | Cirurgia sem atraso |
Pela causa
- Idiopática: a mais comum, sem causa específica, mais frequente em mulheres entre 40 e 60 anos.
- Hormonal: gestação, principalmente no terceiro trimestre, menopausa e hipotireoidismo.
- Metabólica: diabetes e obesidade.
- Inflamatória: artrite reumatoide e tenossinovites dos flexores.
- Ocupacional: flexão e extensão repetitiva do punho, vibração e força de preensão.
- Estrutural: cistos, fraturas antigas do punho, músculos anômalos e variações do próprio nervo.
- Por depósito: amiloidose, acromegalia e hemodiálise prolongada.
- Medicamentosa: inibidores de aromatase usados após câncer de mama.
Aguda
Rara. Após fratura do punho ou sangramento, com dormência que piora em horas. É urgência cirúrgica.
Sintomas
- Formigamento e dormência no polegar, indicador, médio e parte do anelar. O dedo mínimo costuma ser poupado.
- Sintomas noturnos que acordam, com alívio ao sacudir a mão.
- Piora ao dirigir, segurar o celular, ler ou digitar.
- Dor no punho, que pode subir para o antebraço e até o ombro.
- Perda de força e dificuldade para abotoar roupas e segurar objetos pequenos.
- Afundamento da musculatura da base do polegar, nos casos graves.
Sinais de alerta
- Dormência constante que não alivia mais com o movimento.
- Perda de força para segurar objetos, deixando coisas caírem.
- Atrofia da base do polegar.
- Piora súbita após fratura ou trauma no punho.
Nesses casos, a avaliação deve ser rápida, porque a compressão prolongada pode deixar dano permanente.
Sua mão formiga e acorda você à noite?
O ultrassom mede o nervo e mostra a causa da compressão. A conduta é definida conforme a gravidade.
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Histórico clínico
Tempo de evolução, padrão noturno, atividades, gestação, cirurgias e fraturas no punho. O exame físico avalia sensibilidade, força de pinça, o sinal de Tinel (choque ao percutir o punho) e o teste de Phalen.
Exames hormonais e laboratoriais
TSH, glicemia e hemoglobina glicada são fundamentais, porque hipotireoidismo e diabetes estão entre as causas tratáveis. Marcadores reumatológicos entram quando há suspeita de artrite.
Fatores metabólicos
Peso e controle do diabetes influenciam a compressão e a resposta ao tratamento.
Sono
Os sintomas noturnos fragmentam o sono, e a posição de dormir com o punho dobrado piora a compressão. A órtese noturna ajuda justamente nesse ponto.
Saúde mental
Noites mal dormidas por meses afetam humor e concentração. O medo de perder a força da mão também gera ansiedade.
Uso de medicamentos
Inibidores de aromatase e outros medicamentos são revisados. Anticoagulantes mudam o planejamento de procedimentos.
Estilo de vida
Trabalho com ferramentas vibratórias, digitação intensa, uso prolongado do celular e esportes com preensão.
Relacionamento e rotina familiar
Na gestação e no puerpério, a condição é frequente e interfere no cuidado com o bebê. Tarefas domésticas repetitivas também mantêm os sintomas.
Diagnóstico: quais exames são necessários
Eletroneuromiografia
Mede a condução elétrica do nervo. Confirma o diagnóstico, gradua a gravidade e exclui outras causas, como compressão na coluna cervical ou polineuropatia diabética. É especialmente importante antes da cirurgia.
Ultrassom do nervo mediano
O ultrassom musculoesquelético mede a área do nervo na entrada do túnel. Um nervo inchado, com área aumentada em relação ao seu trecho no antebraço, indica compressão. O exame também identifica causas estruturais, como tenossinovite, cistos, músculos anômalos e variações do nervo, que mudam a técnica de infiltração e de cirurgia.
Tratamentos disponíveis
Casos leves
Órtese noturna mantendo o punho em posição neutra, ajuste de atividades, pausas e tratamento da causa, como controle da tireoide e do diabetes. Na gestação, a maioria melhora após o parto.
Infiltração guiada por ultrassom
A infiltração com corticoide dentro do túnel, ao redor do nervo e sem atingi-lo, alivia os sintomas por meses e, em alguns pacientes, de forma duradoura.
Hidrodissecção do nervo
Injeção de líquido guiada para descolar o nervo das estruturas ao redor. Técnica com evidência crescente, discutida caso a caso.
Cirurgia
Secção do ligamento transverso, por técnica aberta ou endoscópica. É o tratamento definitivo e deve ser indicado sem atraso nos casos com perda de força ou atrofia.
Recuperação após a infiltração ou a cirurgia
Após a infiltração, o formigamento noturno costuma diminuir em 1 a 2 semanas. A órtese noturna é mantida por algumas semanas para potencializar o resultado. Após a cirurgia, a dor e o formigamento melhoram rapidamente na maioria dos casos, mas a recuperação da força e da sensibilidade pode levar meses, principalmente quando havia atrofia antes da operação. Quanto mais cedo o nervo é liberado, melhor a recuperação.
Limitações e quando a infiltração não é indicada
A infiltração não é indicada na síndrome grave com atrofia ou perda de força, em que o tratamento é cirúrgico, na síndrome aguda após trauma e quando o diagnóstico não está confirmado e os sintomas podem vir da coluna cervical.
Riscos da automedicação e de adiar o tratamento
Tratar formigamento com anti-inflamatório ou vitaminas por conta própria e “esperar passar” em casos com perda de força é um erro frequente. A compressão prolongada pode causar dano permanente, com dormência e fraqueza que não se recuperam totalmente nem após a cirurgia.
Túnel do carpo em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara realiza ultrassom do nervo mediano e infiltração guiada no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Veja também dor no punho e na mão e dedo em gatilho, que frequentemente aparece junto.
Perguntas frequentes
Túnel do carpo tem cura sem cirurgia?
Casos leves e moderados frequentemente melhoram com órtese noturna, ajuste de atividades, tratamento da causa e infiltração guiada. Casos graves, com perda de força ou atrofia, costumam precisar de cirurgia.
O ultrassom substitui a eletroneuromiografia?
Não totalmente. São complementares. O ultrassom mostra o nervo e as causas estruturais da compressão. A eletroneuromiografia mede a função do nervo e a gravidade, e é importante antes de uma cirurgia.
A infiltração no túnel do carpo é perigosa?
Com guia de ultrassom, o risco de atingir o nervo é muito baixo, porque ele é visto durante todo o procedimento. A infiltração às cegas nessa região tem risco maior de lesão nervosa.
Por que a mão formiga mais à noite?
Durante o sono, o punho costuma ficar dobrado e há redistribuição de líquidos no corpo, o que aumenta a pressão dentro do túnel e comprime mais o nervo.
Grávida pode tratar o túnel do carpo?
Na gestação, a primeira escolha é a órtese noturna, porque a maioria dos casos regride após o parto. A infiltração é considerada apenas em situações específicas.
Posso ter nas duas mãos?
Sim. Em cerca de metade dos casos os dois lados são afetados, geralmente com intensidade diferente.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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