Dor neuropática é a dor causada por lesão ou doença dos nervos. É descrita como queimação, choque, pontada, formigamento ou dormência, e pode vir com sensibilidade exagerada ao toque. Tem causas como nervo comprimido, diabetes, herpes-zóster e cirurgias. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos avalia nervos periféricos com ultrassom, identifica pontos de compressão e, quando indicado, realiza o bloqueio guiado do nervo para aliviar a dor.
O que é a dor neuropática
A dor comum, chamada nociceptiva, é o aviso do corpo de que um tecido está sendo lesionado, como um tendão inflamado. A dor neuropática é diferente: ela nasce no próprio sistema de condução da dor, quando um nervo é comprimido, lesionado ou doente. O nervo passa a enviar sinais de dor sem que exista estímulo proporcional.
Por isso a dor neuropática tem características próprias e responde a tratamentos diferentes. Reconhecê-la é o primeiro passo para tratar do jeito certo.
Como a dor neuropática se manifesta
- Queimação, como se a pele estivesse ardendo.
- Choques ou pontadas que surgem de repente.
- Formigamento e dormência na área do nervo.
- Dor ao toque leve, como da roupa ou do lençol.
- Sensibilidade ao frio ou ao calor.
- Piora à noite, com o corpo em repouso.
Causas mais comuns
Compressão de nervo periférico
A síndrome do túnel do carpo, o nervo ulnar no cotovelo, o nervo entre os dedos do pé no neuroma de Morton e o ciático na síndrome do piriforme.
Compressão de raiz na coluna
Hérnia de disco e estreitamento do canal, com dor que desce pelo braço ou pela perna.
Doenças metabólicas
A neuropatia diabética é a causa mais comum de dor neuropática nos pés.
Infecção viral
A neuralgia pós-herpética persiste depois do herpes-zóster.
Cirurgias e traumas
Nervos lesionados em cirurgias ou acidentes podem causar dor persistente. Veja dor após cirurgia ou trauma.
Dor neuropática ou dor musculoesquelética?
| Característica | Neuropática | Musculoesquelética |
|---|---|---|
| Tipo de dor | Queimação, choque, formigamento | Peso, pressão, pontada ao movimento |
| Localização | Segue o trajeto do nervo | No tendão, articulação ou músculo |
| Toque leve | Pode doer | Não dói |
| Resposta a analgésico comum | Pouca | Geralmente boa |
| Exame de imagem | Ultrassom mostra nervo inchado ou comprimido | Ultrassom mostra tendão, bursa ou articulação |
Formigamento e queimação que seguem um trajeto no braço ou na perna?
O ultrassom avalia o nervo, mostra onde ele está comprimido e orienta o tratamento.
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Histórico clínico
Tipo e trajeto da dor, fraqueza, dormência, diabetes, herpes-zóster, cirurgias, traumas e uso de medicamentos que afetam nervos.
Exames hormonais e laboratoriais
Glicemia, hemoglobina glicada, vitamina B12, função da tireoide e função renal ajudam a identificar causas metabólicas.
Fatores metabólicos
O controle do diabetes é central na neuropatia diabética e reduz a progressão.
Sono
A dor neuropática costuma piorar à noite e fragmentar o sono.
Saúde mental
Dor persistente em queimação afeta humor e qualidade de vida, e ansiedade e depressão pioram a dor.
Uso de medicamentos
Alguns medicamentos, por exemplo certos quimioterápicos, e o álcool em excesso lesionam nervos. Os medicamentos em uso são revisados.
Estilo de vida
Movimentos repetitivos, posições que comprimem nervos no trabalho e hábitos como apoiar o cotovelo são ajustados.
Diagnóstico: quais exames são necessários
O exame físico e neurológico direciona a investigação. O ultrassom musculoesquelético avalia nervos periféricos, mede sua espessura e mostra a causa da compressão. A eletroneuromiografia avalia a função do nervo. A ressonância é indicada para raízes nervosas na coluna.
Tratamentos disponíveis
Tratamento da causa
Controle do diabetes, alívio da compressão, ajuste de postura e de atividades.
Medicamentos específicos
A dor neuropática costuma exigir medicamentos próprios, prescritos pelo médico assistente após avaliação.
Reabilitação
Fisioterapia, exercícios de deslizamento dos nervos e órteses em compressões como a do punho.
Bloqueio de nervo guiado por ultrassom
Em casos selecionados, o bloqueio analgésico guiado leva o anestésico, com ou sem corticoide, ao redor do nervo, com a agulha visível em tempo real. Alivia a dor e ajuda a confirmar o nervo responsável. Em compressões, a hidrodilatação pode ser considerada.
Encaminhamento
Compressões graves com perda de força, lesões extensas e dores de difícil controle são encaminhadas ao neurologista, ao cirurgião ou a um serviço de dor.
Limitações e quando o bloqueio não é indicado
O bloqueio alivia, mas não trata doenças como o diabetes. Não é feito com infecção local e exige cuidado em quem usa anticoagulante. Perda de força progressiva pede avaliação cirúrgica, não só bloqueio.
Riscos da automedicação
Analgésicos comuns têm pouco efeito na dor neuropática e, quando usados em excesso, trazem riscos para estômago, rins e fígado. Medicamentos para dor nervosa só devem ser usados com prescrição e acompanhamento.
Tratamento da dor neuropática em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara avalia nervos periféricos com ultrassom no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Veja também dor lombar crônica.
Perguntas frequentes
Como saber se a dor é neuropática?
A dor neuropática costuma ser em queimação, choque ou pontada, vem com formigamento ou dormência e segue o trajeto de um nervo. Encostar a roupa ou o lençol pode doer.
O ultrassom mostra o nervo?
Mostra os nervos periféricos, como o mediano no punho, o ulnar no cotovelo e o ciático na nádega. Dá para ver o nervo inchado, o ponto de compressão e a causa, como cisto ou tendão espessado.
O que é o bloqueio de nervo?
É a aplicação de anestésico, com ou sem corticoide, ao redor do nervo, com o ultrassom mostrando a agulha em tempo real. Alivia a dor e ajuda a confirmar qual nervo é responsável.
Analgésico comum resolve dor neuropática?
Geralmente não. A dor neuropática responde pouco aos analgésicos e anti-inflamatórios comuns e costuma exigir medicamentos específicos, prescritos após avaliação.
Dor neuropática tem cura?
Depende da causa. Uma compressão tratada pode resolver a dor. Em lesões mais extensas, como na neuropatia diabética, o objetivo é controlar a dor e evitar a progressão.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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