Dor lombar crônica é a dor na parte baixa das costas que dura mais de três meses. Na maioria dos casos não há uma lesão grave, e a dor vem de músculos, ligamentos, das pequenas articulações entre as vértebras, a articulação sacroilíaca ou do disco. O tratamento principal é o exercício orientado. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos identifica o gerador provável da dor e, quando indicado, realiza procedimentos guiados por ultrassom para aliviar e permitir a reabilitação.
O que é a dor lombar crônica
A dor lombar é uma das queixas de saúde mais frequentes em adultos. Quando dura mais de três meses, passa a ser chamada de crônica. Na grande maioria das pessoas, não há uma doença grave por trás: a dor vem da sobrecarga de estruturas da coluna e da musculatura ao redor, e muitas vezes mais de uma estrutura contribui ao mesmo tempo.
A dor crônica também muda o próprio sistema nervoso, que passa a amplificar os sinais de dor. Por isso o tratamento combina cuidar da estrutura que dói e recuperar o movimento e a confiança no corpo.
De onde vem a dor lombar
Músculos e fáscia
Tensão e pontos-gatilho na musculatura paravertebral e no quadrado lombar causam dor que piora com posturas mantidas.
Articulações facetárias
As pequenas articulações entre as vértebras desgastam com a idade. A dor piora ao inclinar o corpo para trás e ao girar o tronco.
Articulação sacroilíaca
Dor na nádega e na base da coluna, geralmente de um lado. Veja dor sacroilíaca.
Disco intervertebral
A dor discogênica piora ao ficar sentado e ao se inclinar para frente. Quando o disco comprime uma raiz nervosa, a dor desce pela perna, a chamada ciatalgia.
Causas inflamatórias
A espondilite anquilosante e outras espondiloartrites causam dor que piora com o repouso.
Músculo piriforme
Dor na nádega que irradia pela coxa, confundida com hérnia. Veja síndrome do piriforme.
Tipos de dor lombar e como se comportam
| Origem provável | Como se comporta | Irradiação |
|---|---|---|
| Muscular | Piora com posturas mantidas, melhora com movimento | Local |
| Facetária | Piora ao inclinar para trás e girar | Nádega e coxa, raramente abaixo do joelho |
| Sacroilíaca | Piora ao levantar da cadeira e subir escada | Nádega e parte de trás da coxa |
| Discogênica | Piora sentado e ao inclinar para frente | Local |
| Raiz nervosa | Dor em choque ou queimação | Abaixo do joelho, com formigamento |
| Inflamatória | Piora no repouso e de madrugada | Nádegas, alternando de lado |
Sinais de alerta
- Perda de força nas pernas ou dificuldade para andar.
- Dormência na região da virilha e das nádegas.
- Alteração no controle da urina ou das fezes.
- Febre, perda de peso sem explicação ou história de câncer.
- Dor após trauma importante ou em quem tem osteoporose.
Nessas situações, procure pronto-socorro ou avaliação imediata.
Sua dor lombar dura meses e já tentou de tudo?
A avaliação procura o gerador provável da dor. Quando indicado, o procedimento guiado alivia e abre espaço para a reabilitação.
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Histórico clínico
Tempo de dor, o que piora e o que alivia, irradiação para a perna, tipo de trabalho, atividade física, tratamentos anteriores e cirurgias.
Exames hormonais e laboratoriais
Necessários quando há suspeita de causa inflamatória, infecciosa ou metabólica.
Fatores metabólicos
Excesso de peso e sedentarismo aumentam a carga sobre a coluna e se associam a dor persistente.
Sono
Dormir mal aumenta a percepção de dor. O colchão e a posição de dormir são avaliados.
Saúde mental
Estresse, ansiedade, depressão e medo do movimento são fatores fortemente associados à cronificação da dor lombar.
Uso de medicamentos
Uso prolongado de analgésicos, relaxantes musculares e opioides é revisado, assim como anticoagulantes antes de procedimentos.
Estilo de vida
Tempo sentado, pausas no trabalho, atividade física e tabagismo fazem parte do plano.
Diagnóstico: quais exames são necessários
O exame físico direciona a investigação. A ressonância é indicada com sinais de alerta, dor irradiada com déficit neurológico ou quando o resultado muda a conduta. A radiografia avalia alinhamento e fraturas. O ultrassom musculoesquelético avalia músculos e partes moles e guia procedimentos.
Tratamentos disponíveis
Exercício orientado e fisioterapia
É o tratamento com melhor evidência na dor lombar crônica: fortalecimento, controle motor, alongamento e atividade aeróbica.
Educação sobre a dor
Entender que dor crônica não significa lesão grave reduz o medo do movimento e melhora o resultado.
Procedimentos guiados por ultrassom
Em casos selecionados, o ultrassom guia a aplicação em pontos-gatilho musculares, no músculo piriforme, na articulação sacroilíaca e nas articulações facetárias. O bloqueio analgésico alivia a dor e ajuda a identificar a origem.
Encaminhamento
Bloqueios dentro do canal da coluna, como a epidural, e a avaliação cirúrgica são feitos por outros especialistas, e o paciente é encaminhado quando indicado.
Limitações e quando o procedimento não é indicado
O procedimento não substitui o exercício, não é feito com infecção ou sinais de alerta não investigados e exige cuidado em quem usa anticoagulante. Procedimentos repetidos sem reabilitação tendem a ter resultado curto.
Riscos da automedicação
O uso contínuo de anti-inflamatórios, relaxantes e opioides por conta própria traz risco para estômago, rins, pressão e dependência, e não trata a causa. Ficar de repouso por medo de piorar costuma prolongar a dor.
Tratamento da dor lombar crônica em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara avalia a dor lombar no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Veja também dor neuropática e lesão muscular.
Perguntas frequentes
Dor lombar crônica precisa de ressonância?
Nem sempre. A ressonância é indicada quando há sinais de alerta, dor irradiada com alteração neurológica ou quando o resultado vai mudar a conduta. Muitas alterações da ressonância aparecem também em pessoas sem dor.
Repouso ajuda a dor lombar?
Repouso prolongado atrasa a melhora. Manter-se ativo, com movimento dentro do tolerável, e exercícios orientados têm melhor resultado.
Quais procedimentos o ultrassom consegue guiar na lombar?
O ultrassom guia procedimentos em músculos, pontos-gatilho, articulação sacroilíaca e, em casos selecionados, nas pequenas articulações entre as vértebras. Bloqueios no canal da coluna, como a epidural, são feitos com outros métodos de imagem, e o paciente é encaminhado quando indicado.
Dor lombar pode ser inflamatória?
Pode. Dor que começa antes dos 45 anos, piora com o repouso e acorda de madrugada sugere espondiloartrite, que precisa de avaliação reumatológica.
Quando a dor lombar é urgência?
Com perda de força nas pernas, dormência na região da virilha, alteração no controle da urina ou das fezes, febre ou após trauma importante. Nesses casos, procure pronto-socorro.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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