O neuroma de Morton é o espessamento de um nervo entre os ossos da frente do pé, geralmente entre o terceiro e o quarto dedos. Causa queimação, choque e a sensação de ter uma pedra dentro do sapato. Não é um tumor. O ultrassom confirma o diagnóstico, mede o neuroma e guia a infiltração, uma das opções antes da cirurgia. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos avalia o antepé com ultrassom dinâmico e define o tratamento.
O que é o neuroma de Morton
Os nervos que dão sensibilidade aos dedos passam entre as cabeças dos metatarsos, os ossos longos da frente do pé. No espaço entre o terceiro e o quarto metatarsos, o nervo é mais vulnerável à compressão, porque recebe ramos de dois nervos e fica preso sob um ligamento. Com o atrito repetido, ele engrossa e forma uma fibrose ao redor. Não é um tumor verdadeiro, e sim uma fibrose perineural.
As variações
- Neuroma do terceiro espaço: o mais comum, entre o terceiro e o quarto dedos.
- Neuroma do segundo espaço: entre o segundo e o terceiro dedos.
- Neuroma com bursite intermetatarsal: a bursa ao lado inflama e aumenta o volume, piorando os sintomas.
- Neuromas múltiplos ou nos dois pés.
Sintomas
- Queimação ou dor aguda na planta do pé, entre os dedos.
- Choque ou formigamento que irradia para os dedos.
- Sensação de pedra ou de dobra na meia dentro do sapato.
- Piora com sapatos apertados e salto alto.
- Alívio ao tirar o sapato e massagear o pé.
Causas e fatores de risco
- Sapatos de bico fino e salto alto, que comprimem a frente do pé.
- Mulheres entre 40 e 60 anos.
- Esportes com impacto na frente do pé, como corrida e dança.
- Deformidades como joanete e dedos em garra.
- Pé plano ou alterações da pisada.
Por que o terceiro espaço é o mais afetado
No espaço entre o terceiro e o quarto metatarsos, o nervo digital é formado pela união de ramos de dois nervos diferentes, o que o torna mais grosso. Além disso, o quarto metatarso tem mais mobilidade que o terceiro, e a cada passo os dois ossos se movem de forma desigual, pinçando o nervo contra o ligamento que passa por cima. Esse atrito repetido, somado ao calçado apertado, explica por que a maioria dos neuromas aparece nesse local.
Diagnósticos diferenciais
| Condição | Característica principal |
|---|---|
| Metatarsalgia por sobrecarga | Dor sob a cabeça do metatarso, sem choque |
| Instabilidade do segundo dedo | Dor e desvio do segundo dedo |
| Fratura por estresse | Dor ao apertar o osso, inchaço no dorso |
| Artrite dos dedos | Inchaço e rigidez nas articulações |
| Bursite intermetatarsal isolada | Dor sem choque, líquido no ultrassom |
Sinais de alerta
- Inchaço importante com dor ao apertar um osso: afastar fratura por estresse.
- Dormência que se espalha por todo o pé: investigar outras neuropatias, como a diabética.
- Ferida no pé em pessoa com diabetes: avaliação rápida.
Sente queimação ou choque entre os dedos do pé?
O ultrassom confirma o neuroma, mede o tamanho e mostra se a palmilha e a infiltração têm boa chance de resolver.
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Histórico clínico
Tipo de calçado, esportes, tempo de evolução, tratamentos e infiltrações anteriores.
Exames hormonais e laboratoriais
Glicemia e hemoglobina glicada quando há suspeita de neuropatia diabética, que pode confundir o quadro. Vitamina B12 em casos de dormência difusa.
Fatores metabólicos
Excesso de peso aumenta a carga na frente do pé. Diabetes muda os cuidados com procedimentos.
Sono
A dor do neuroma costuma aliviar sem calçado e em repouso. Dor noturna leva a investigar outras causas.
Saúde mental
A dor ao caminhar e a restrição de calçados afetam a vida social e profissional, principalmente de quem precisa usar sapato social.
Uso de medicamentos
Anticoagulantes e remédios para dor neuropática são revisados.
Estilo de vida
Calçados de trabalho, esportes, dança e tempo em pé.
Relacionamento e rotina familiar
Eventos sociais com sapato fechado e salto costumam ser os momentos de maior dor, e a troca de calçado exige adaptação.
Diagnóstico: quais exames são necessários
O ultrassom musculoesquelético tem boa sensibilidade para o neuroma de Morton. Mostra a lesão entre os metatarsos, mede o tamanho, identifica a bursite associada e permite a manobra dinâmica que reproduz o estalo e a dor. Neuromas maiores tendem a responder menos ao tratamento conservador. A ressonância é usada em dúvidas diagnósticas.
Tratamentos disponíveis
Calçado e palmilha
Sapatos com bico largo e salto baixo. Palmilha com apoio atrás da cabeça dos metatarsos, que afasta os ossos e reduz a compressão do nervo.
Infiltração guiada por ultrassom
O corticoide com anestésico é aplicado junto ao neuroma, com precisão, reduzindo a inflamação e a dor. O guia evita a aplicação em tecidos que podem atrofiar e permite tratar a bursite associada. Veja infiltração guiada.
Cirurgia
Retirada do neuroma ou liberação do ligamento que comprime o nervo, quando o tratamento conservador não resolve.
Como é a infiltração guiada no antepé
O paciente fica deitado com o pé apoiado. O ultrassom localiza o neuroma entre as cabeças dos metatarsos, pelo dorso ou pela planta do pé, e mostra a bursa ao lado. A agulha fina entra pelo dorso, onde a pele é menos sensível, e é acompanhada na tela até ficar junto ao neuroma. O medicamento é aplicado ao redor da lesão e da bursa. O procedimento dura cerca de 10 minutos, e o paciente sai caminhando.
Nas primeiras 24 a 48 horas, é recomendado usar calçado largo e evitar caminhadas longas. O alívio costuma começar em poucos dias e pode durar meses, principalmente quando o paciente mantém o calçado adequado e a palmilha.
Escolhendo o calçado certo
O calçado é parte do tratamento, e não apenas um conselho:
- Bico largo e alto, que deixa os dedos se abrirem sem compressão lateral.
- Salto de até 3 a 4 cm, porque saltos altos jogam o peso para a frente do pé.
- Solado com amortecimento e alguma rigidez na frente, que reduz a dobra dos dedos a cada passo.
- Cadarço ou velcro, que permitem ajustar a pressão no antepé.
Tênis de corrida com biqueira larga costumam ser bem tolerados. Sapatilhas finas, sapatos sociais estreitos e saltos altos são os que mais pioram os sintomas.
Limitações e quando a infiltração não é indicada
A infiltração alivia, mas o neuroma volta a doer se o calçado continuar comprimindo o pé. Infiltrações repetidas de corticoide podem afinar a gordura da planta do pé. Não é indicada com infecção ou em neuromas muito grandes com indicação cirúrgica clara.
Riscos da automedicação
Anti-inflamatórios e pomadas aliviam pouco o neuroma. Palmilhas compradas sem orientação podem até piorar se o apoio ficar na posição errada.
Neuroma de Morton em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara atende no consultório da Asa Norte, em Brasília, e pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Veja também dor no tornozelo e no pé e fascite plantar.
Perguntas frequentes
Neuroma de Morton é tumor?
Não. É uma fibrose ao redor do nervo, causada por compressão e atrito repetidos. É benigno e não se transforma em câncer.
A palmilha resolve?
Em parte dos casos, sim, principalmente quando associada à troca por sapatos de bico largo e salto baixo. A palmilha com apoio atrás da cabeça dos metatarsos afasta os ossos e alivia o nervo.
A infiltração funciona?
Ajuda muitos pacientes, com alívio que pode ser prolongado. Neuromas maiores tendem a responder menos e podem precisar de cirurgia.
Depois da cirurgia fico com dormência?
Na retirada do neuroma, sim, entre os dedos afetados. Em geral é bem tolerada e muito menos incômoda que a dor original.
Posso ter neuroma nos dois pés?
Sim, e também em mais de um espaço no mesmo pé. O ultrassom avalia todos os espaços no mesmo exame.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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