O ultrassom reumatológico avalia as pequenas articulações das mãos, dos punhos e dos pés com Doppler para identificar inflamação da membrana sinovial, erosões ósseas, tenossinovites e entesites. É uma ferramenta de diagnóstico precoce e de acompanhamento das artrites inflamatórias, como artrite reumatoide e psoriásica, feita em parceria com o reumatologista que conduz o tratamento. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos realiza o exame com graduação padronizada da inflamação.

Por que o diagnóstico precoce importa nas artrites

Nas artrites inflamatórias, principalmente na artrite reumatoide, os primeiros meses são uma janela de oportunidade. Tratar cedo reduz o dano articular permanente, preserva a função das mãos e melhora o prognóstico a longo prazo. O problema é que, no início, o exame físico e a radiografia podem ser normais. O ultrassom com Doppler detecta inflamação que ainda não é visível nem palpável.

Doenças avaliadas pelo ultrassom reumatológico

Artrite reumatoide

Inflamação simétrica das pequenas articulações das mãos e dos pés, com rigidez matinal prolongada. O ultrassom mostra sinovite, aumento de vascularização ao Doppler, tenossinovites e erosões ósseas antes que apareçam na radiografia.

Artrite psoriásica e espondiloartrites

Inflamação nas inserções de tendões e ligamentos (entesite), dedos inteiros inchados (dactilite) e sinovite. O ultrassom é muito sensível para a entesite, que muitas vezes passa despercebida no exame físico.

Gota e doença por pirofosfato de cálcio

Depósitos de cristais na cartilagem e nos tecidos, com sinais característicos no ultrassom. Veja gota.

Artrose erosiva das mãos

Forma inflamatória de artrose que precisa ser diferenciada da artrite reumatoide, porque o tratamento é diferente.

Polimialgia reumática

Em pessoas acima de 50 anos, dor e rigidez nos ombros e quadris, com bursites e tenossinovites bilaterais visíveis no ultrassom.

Como diferenciar as principais causas de dor nas mãos

CaracterísticaArtroseArtrite reumatoideArtrite psoriásicaGota
Rigidez matinalMenos de 30 minutosMais de 1 horaProlongadaNa crise
Articulações típicasPontas dos dedos e base do polegarPunhos e base dos dedosDedos inteiros, pontasUma articulação por vez
Achado no ultrassomOsteófitosSinovite com Doppler e erosõesEntesite e dactiliteDuplo contorno e tofos

Sintomas que justificam o exame

  • Dor e inchaço em várias articulações das mãos e dos punhos, principalmente dos dois lados.
  • Rigidez matinal que dura mais de 30 a 60 minutos, diferente da rigidez curta da artrose.
  • Dedos inchados “como salsicha”, sugestivos de dactilite.
  • Dor no calcanhar e nas inserções de tendões, com psoríase na pele ou na família.
  • Exames de sangue alterados, como fator reumatoide e anti-CCP positivos.
  • Acompanhamento de doença já diagnosticada, para saber se ainda há inflamação ativa.

O que o exame avalia

  • Sinovite em escala de cinza: espessamento da membrana sinovial, graduado de 0 a 3.
  • Doppler: vascularização da membrana, que indica atividade inflamatória, graduada de 0 a 3.
  • Erosões ósseas: pequenos defeitos na superfície do osso.
  • Tenossinovites dos tendões flexores e extensores.
  • Entesites: inflamação na inserção de tendões.
  • Depósitos de cristais na cartilagem e nos tecidos.

Sinais de alerta

  • Articulação quente, vermelha e muito dolorosa com febre: afastar artrite séptica, urgência.
  • Dor de cabeça nova, dor na mandíbula ao mastigar ou alteração visual em quem tem polimialgia: procurar atendimento imediato.
  • Perda rápida de força ou deformidade nas mãos.

Suas mãos incham e ficam rígidas pela manhã?

O ultrassom com Doppler mostra se há inflamação ativa e ajuda o reumatologista a decidir o tratamento mais cedo.

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Investigação clínica completa

Histórico clínico

Articulações envolvidas, tempo de rigidez matinal, crises anteriores, psoríase, doenças intestinais inflamatórias e histórico familiar de doenças reumáticas.

Exames hormonais e laboratoriais

PCR, VHS, fator reumatoide, anti-CCP, FAN, ácido úrico e, conforme o caso, HLA-B27. O TSH é útil porque alterações da tireoide causam dores articulares e musculares.

Fatores metabólicos

Obesidade e síndrome metabólica pioram a atividade inflamatória e a resposta a alguns tratamentos da artrite psoriásica e da gota.

Sono

Dor e rigidez noturnas atrapalham o sono, e a fadiga das doenças inflamatórias piora quando o descanso é ruim.

Saúde mental

Doenças reumáticas crônicas têm maior prevalência de ansiedade e depressão, que influenciam a percepção da dor e a adesão ao tratamento.

Uso de medicamentos

Corticoides e anti-inflamatórios recentes reduzem a inflamação visível no exame e precisam ser informados. Medicamentos imunossupressores e biológicos são registrados para a interpretação do resultado.

Estilo de vida

Tabagismo é fator de risco para artrite reumatoide e piora a resposta ao tratamento. Atividade física adequada ajuda no controle da doença.

Relacionamento e rotina familiar

A dor e a rigidez nas mãos afetam trabalho, cuidado com a casa e com filhos e a vida afetiva. Esses impactos entram na avaliação da gravidade da doença.

Como o exame é feito, passo a passo

O exame segue um protocolo sistemático, para que o resultado possa ser comparado ao longo do tempo:

  1. Conversa inicial sobre sintomas, articulações dolorosas e medicamentos em uso.
  2. Posicionamento das mãos apoiadas em superfície plana, em ambiente aquecido, porque o frio reduz o sinal do Doppler.
  3. Avaliação em escala de cinza das articulações dos punhos, dos dedos e, quando indicado, dos pés, dos lados palmar e dorsal.
  4. Avaliação com Doppler de cada articulação e tendão, com ajuste fino do aparelho para captar fluxos pequenos.
  5. Pesquisa de erosões em pontos típicos, como a cabeça do segundo e do quinto metacarpo e a ulna distal.
  6. Registro da graduação de sinovite e de Doppler em cada local, para comparação futura.

Doppler e remissão: por que o sinal importa

Um dos usos mais valiosos do ultrassom é no paciente que já está em tratamento e parece bem. Estudos mostram que parte das pessoas em remissão clínica ainda tem inflamação ativa ao Doppler, e essa inflamação silenciosa está associada a maior risco de recaída e de progressão das erosões. Por outro lado, a ausência de sinal ao Doppler em um paciente estável dá segurança ao reumatologista na hora de ajustar ou reduzir medicamentos.

Diagnóstico: exames complementares

O ultrassom é interpretado junto com os exames de sangue, a radiografia das mãos e dos pés e a avaliação clínica do reumatologista. A ressonância é reservada para situações específicas. O laudo descreve a graduação da inflamação em cada articulação, o que permite comparar exames ao longo do tempo.

Papel dos procedimentos guiados

Em articulações ou bainhas que permanecem inflamadas apesar do tratamento sistêmico, a infiltração guiada pode controlar a inflamação localmente, sempre em conjunto com o reumatologista. A aspiração guiada de derrames permite analisar o líquido e procurar cristais.

Limitações do exame

O ultrassom não fecha diagnóstico sozinho. É uma peça de um conjunto que inclui a história clínica, o exame físico e os exames laboratoriais. Alterações leves de sinovite podem aparecer em pessoas sem doença, principalmente com o avanço da idade, e precisam ser interpretadas no contexto. O tratamento das doenças reumáticas é conduzido pelo reumatologista.

Riscos da automedicação

Usar corticoide ou anti-inflamatório por conta própria para aliviar mãos inchadas pode mascarar a doença e atrasar o diagnóstico, justamente na fase em que o tratamento precoce faz mais diferença. O corticoide sem acompanhamento também traz riscos para glicemia, pressão e ossos.

Ultrassom reumatológico em Brasília e no Gama

A Dra. Mayara realiza o exame no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. O laudo é enviado ao reumatologista assistente quando o paciente autoriza. Veja também o ultrassom musculoesquelético e dor no punho e na mão.

Perguntas frequentes

O ultrassom substitui a ressonância das mãos?

Para detectar sinovite e erosões, o ultrassom com Doppler tem boa sensibilidade e é mais acessível. A ressonância pode ser usada em situações específicas, como a pesquisa de edema ósseo, que o ultrassom não enxerga.

O exame precisa de preparo?

Não precisa de jejum. É recomendável não aplicar cremes nas mãos no dia, evitar exposição ao frio logo antes e informar os medicamentos em uso, incluindo anti-inflamatórios e corticoides recentes.

Quanto tempo dura?

Em geral de 30 a 45 minutos, porque várias articulações e tendões são avaliados de forma sistemática, com comparação entre os lados.

O exame mostra se o remédio está funcionando?

Sim. A redução da sinovite e do sinal de Doppler indica resposta ao tratamento. O exame também identifica inflamação residual em pacientes que parecem em remissão no exame físico.

Exame de sangue normal exclui artrite?

Não. Parte das pessoas com artrite reumatoide ou psoriásica tem fator reumatoide e anti-CCP negativos. O ultrassom ajuda justamente nesses casos, mostrando inflamação que os exames de sangue não detectam.

Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama

Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.

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