A tenossinovite de De Quervain é o espessamento da bainha dos tendões que movem o polegar, na lateral do punho. Causa dor ao pegar objetos, torcer e carregar peso, e é muito comum em mulheres após o parto. A infiltração guiada por ultrassom tem alta taxa de sucesso, principalmente quando identifica uma parede interna na bainha que explica a falha de infiltrações feitas às cegas. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos avalia e trata com precisão.

O que é a tenossinovite de De Quervain

Na lateral do punho, do lado do polegar, dois tendões passam juntos por um túnel: o abdutor longo e o extensor curto do polegar. Esse túnel é o primeiro compartimento extensor, coberto por uma faixa fibrosa chamada retináculo. Com o uso repetido, a bainha que envolve os tendões e o retináculo engrossam, e o deslizamento dos tendões fica doloroso.

Diferente das tendinoses crônicas, aqui existe inflamação verdadeira da bainha, e por isso o corticoide costuma funcionar muito bem. Veja tendinite.

As variações

De Quervain clássica

Espessamento da bainha e do retináculo, com dor ao mover o polegar e o punho.

De Quervain com septo intracompartimental

Em uma parcela significativa das pessoas, o primeiro compartimento é dividido em dois por uma parede interna. O medicamento injetado em um lado não chega ao outro. É uma das principais causas de falha da infiltração às cegas, e o ultrassom identifica o septo com facilidade.

De Quervain da gestação e do puerpério

Conhecida como “punho da mãe”. A retenção de líquido da gestação e o movimento de pegar o bebê com o polegar aberto sobrecarregam os tendões. Pode surgir na gravidez ou nos primeiros meses após o parto.

Síndrome da intersecção

Condição semelhante, alguns centímetros acima do punho, onde os tendões do polegar cruzam outros tendões. Frequente em remadores e praticantes de musculação. O ultrassom diferencia as duas.

Sintomas

  • Dor na lateral do punho, do lado do polegar, que pode subir pelo antebraço.
  • Piora ao pegar objetos, torcer um pano, abrir potes e pegar o bebê no colo.
  • Inchaço discreto sobre o local.
  • Sensação de rangido ao mover o polegar.
  • Dor ao dobrar o polegar dentro da mão fechada e desviar o punho, a manobra usada no exame.

Causas e fatores de risco

  • Gestação e puerpério.
  • Movimentos repetitivos de pinça e desvio do punho: digitar no celular, costura, jardinagem, trabalho manual.
  • Mulheres entre 30 e 50 anos.
  • Diabetes e artrite reumatoide.
  • Trauma direto no punho.

De Quervain, rizartrose ou fratura?

CondiçãoLocal exato da dorPista no exame
De QuervainLateral do punho, sobre os tendõesDor ao dobrar o polegar dentro da mão fechada
RizartroseBase do polegar, na articulaçãoDor ao pinçar e ao girar a base do polegar
Fratura do escafoideTabaqueira anatômicaDor após queda sobre a mão
Síndrome da intersecçãoAlguns centímetros acima do punhoRangido ao mover o punho

Sinais de alerta

  • Dor após queda sobre a mão: afastar fratura do escafoide, que pode passar despercebida.
  • Punho vermelho, quente e com febre: afastar infecção.
  • Dormência no dorso da mão e do polegar: avaliar compressão do ramo superficial do nervo radial.

A dor no punho atrapalha o cuidado com seu bebê?

O ultrassom confirma o diagnóstico e guia a infiltração para os dois lados da bainha, quando necessário.

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Investigação clínica completa

Histórico clínico

Gestação recente, amamentação, atividades, tratamentos e infiltrações anteriores e a resposta a cada um.

Exames hormonais e laboratoriais

Solicitados quando há sinais de doença inflamatória, dor em outras articulações ou suspeita de diabetes: glicemia, PCR, VHS e marcadores reumatológicos.

Fatores metabólicos

Diabetes aumenta o risco e pode reduzir a resposta à infiltração. A glicemia é monitorada após o corticoide.

Sono

O sono fragmentado do puerpério soma-se à dor e reduz a tolerância, o que torna o tratamento ainda mais importante nessa fase.

Saúde mental

A dor que atrapalha o cuidado com o bebê gera culpa e ansiedade em muitas mães. O acolhimento e a solução rápida fazem parte do cuidado.

Uso de medicamentos

Remédios em uso durante a amamentação são revisados. Anticoagulantes mudam o planejamento.

Estilo de vida

Uso intenso do celular, trabalho manual e esportes com preensão são ajustados.

Relacionamento e rotina familiar

No puerpério, a forma de pegar o bebê é orientada: com a mão espalmada por baixo, sem abrir o polegar. Dividir as tarefas com a família reduz a sobrecarga.

Diagnóstico: quais exames são necessários

O ultrassom musculoesquelético mostra o espessamento do retináculo e da bainha, o líquido ao redor dos tendões, o aumento de vascularização ao Doppler e a presença de septo ou de variações no número de tendões. O diagnóstico diferencial inclui rizartrose e fratura do escafoide, que exige radiografia.

Tratamentos disponíveis

Medidas iniciais

Órtese que imobiliza o polegar e o punho por algumas semanas, ajuste de atividades, incluindo a forma de pegar o bebê, gelo e analgésico por curto período.

Infiltração guiada por ultrassom

É o tratamento com melhor resposta. A infiltração com corticoide dentro da bainha resolve a dor na maioria dos pacientes, muitas vezes com uma única aplicação. O ultrassom permite aplicar dentro da bainha e não na gordura, tratar os dois lados quando há septo, evitar o ramo do nervo radial que passa logo acima e reduzir o risco de despigmentação da pele.

Cirurgia

Liberação do primeiro compartimento, indicada quando a dor persiste após infiltrações e medidas conservadoras.

Como é a infiltração guiada no punho

O punho é apoiado de lado, com o polegar para cima. O ultrassom mostra o compartimento, os dois tendões, o septo quando existe e o ramo do nervo radial que passa logo acima. A agulha fina entra sob visão direta até a bainha. Quando há septo, o medicamento é distribuído nos dois subcompartimentos, às vezes com uma segunda punção. O procedimento dura cerca de 10 minutos.

Recuperação e retorno às atividades

O alívio costuma começar em 2 a 7 dias. Nas primeiras semanas, é recomendado manter a órtese nas atividades mais pesadas e evitar o movimento de pinça forte com o punho desviado. A maioria dos pacientes retoma a rotina normal em 2 a 4 semanas. Para as mães, isso significa voltar a pegar o bebê no colo sem dor, usando a técnica de apoio com a mão espalmada.

Limitações e quando a infiltração não é indicada

A infiltração não é indicada com infecção local ou lesão de pele no ponto de aplicação. Em peles morenas e negras, o risco de despigmentação com corticoide superficial é maior, o que reforça a necessidade do guia. Mais de duas infiltrações sem resposta indicam reavaliação cirúrgica.

Riscos da automedicação

Anti-inflamatórios por conta própria durante a amamentação podem não ser adequados. Imobilizações improvisadas por muito tempo causam rigidez. A dor persistente merece diagnóstico.

De Quervain em Brasília e no Gama

A Dra. Mayara atende no consultório da Asa Norte, em Brasília, e pacientes do Gama, Novo Gama e entorno, inclusive mães no puerpério que preferem o atendimento em domicílio. Veja também dor no punho e na mão.

Perguntas frequentes

De Quervain tem cura?

Sim. A maioria dos pacientes melhora com órtese e infiltração guiada, muitas vezes com uma única aplicação. A cirurgia resolve os casos que não respondem.

Por que minha infiltração anterior não funcionou?

Uma causa comum é a parede interna, chamada septo, que divide o compartimento em dois. Se o medicamento foi para apenas um lado, o outro continua inflamado. O ultrassom identifica essa situação e permite tratar os dois lados.

Posso fazer infiltração amamentando?

Em geral sim, com escolha adequada do medicamento e orientação. A compatibilidade com a amamentação é revisada antes do procedimento.

Quanto tempo usar a órtese?

Em geral de 3 a 6 semanas, conforme a resposta. A órtese imobiliza o polegar e o punho e é usada principalmente nas atividades que provocam dor e à noite.

A doença passa sozinha depois do parto?

Em parte dos casos, sim, principalmente quando a sobrecarga diminui e a retenção de líquido regride. Quando a dor persiste e atrapalha o cuidado com o bebê, o tratamento é indicado.

Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama

Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.

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