A ultrassonografia musculoesquelética avalia tendões, músculos, ligamentos, bursas, articulações e nervos em tempo real, inclusive com o paciente em movimento. É o exame de primeira escolha para a maior parte das dores de ombro, cotovelo, punho, mão, quadril, joelho, tornozelo e pé. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos, médica radiologista com Fellow em imagem musculoesquelética e mais de 70 mil exames, realiza o exame correlacionando cada achado com a queixa do paciente.

O que é a ultrassonografia musculoesquelética

O ultrassom usa ondas sonoras de alta frequência, sem radiação, para formar imagens das estruturas moles do corpo. Com transdutores de alta resolução, é possível ver as fibras de um tendão, medir a espessura de uma fáscia em décimos de milímetro e acompanhar o nervo mediano ao longo de todo o punho.

Na área musculoesquelética, o exame vai além de “tirar uma foto”. A médica examina, pressiona o ponto da dor, pede movimentos, compara com o lado oposto e usa o Doppler para ver inflamação. É um exame clínico feito com imagem, e por isso depende muito da experiência de quem examina.

O que o exame mostra

  • Tendões: espessamento, degeneração, rupturas parciais e completas, calcificações e inflamação da bainha. Veja tendinite.
  • Bursas: distensão por líquido, espessamento das paredes e conteúdo sugestivo de infecção ou cristais. Veja bursite.
  • Músculos: estiramentos, rupturas, hematomas, cicatrizes fibróticas e hérnias musculares. Veja lesão muscular.
  • Ligamentos: entorses e rupturas, testadas em manobras dinâmicas.
  • Articulações: derrame, sinovite, cistos, erosões ósseas superficiais e osteófitos.
  • Nervos periféricos: compressões, espessamentos, neuromas e luxações.
  • Partes moles: nódulos, lipomas, cistos, corpos estranhos e coleções.

Vantagens em relação a outros exames

Avaliação dinâmica

A ressonância é feita com o paciente parado. O ultrassom permite pedir para o paciente mexer o braço, dobrar o dedo e contrair o músculo. Isso revela alterações que só aparecem no movimento, como o impacto do tendão sob o acrômio, o dedo que trava na polia ou o nervo ulnar que escorrega sobre o cotovelo.

Correlação direta com o ponto da dor

A médica pressiona com o transdutor exatamente onde o paciente sente dor e vê o que está embaixo. Essa correlação entre sintoma e imagem é difícil de obter em outros métodos.

Doppler

O Doppler mostra o fluxo de sangue nos tecidos. Aumento de vascularização em tendão, bursa ou membrana sinovial indica atividade inflamatória, informação essencial em artrites e tendinopatias.

Sem radiação e sem contraindicação

Pode ser repetido sempre que necessário, em gestantes, crianças e pacientes com marca-passo ou implantes metálicos.

O que se avalia em cada região

Ombro

Os quatro tendões do manguito rotador, a bursa subacromial, o tendão do bíceps e a articulação acromioclavicular, com a elevação do braço mostrando o impacto em tempo real. Veja dor no ombro.

Cotovelo, punho e mão

Tendões extensores e flexores, bursa olecraniana, nervos ulnar, radial e mediano, polias dos dedos e cistos. Veja dor no punho e na mão.

Quadril e joelho

Tendões glúteos, bursas trocantérica e do iliopsoas, tendão patelar, pata de ganso, derrame e cisto de Baker. Veja dor no joelho.

Tornozelo e pé

Tendão de Aquiles, fáscia plantar, tendões tibial posterior e fibulares, ligamentos do tornozelo e espaços entre os metatarsos.

Sintomas que justificam o exame

Dor no ombro ao levantar o braço ou à noite, dor no cotovelo ao segurar objetos, formigamento nas mãos, dedo que trava, dor lateral no quadril, joelho inchado, dor no calcanhar pela manhã, queimação entre os dedos do pé, lesão muscular no esporte e nódulos em partes moles. Também é indicado no acompanhamento de tratamentos e no planejamento de procedimentos guiados.

Sinais de alerta que pedem atendimento imediato

  • Articulação quente, vermelha e com febre: possível infecção.
  • Estalo com perda súbita de força: possível ruptura de tendão.
  • Inchaço súbito da panturrilha: afastar trombose com Doppler.
  • Dor intensa após trauma com deformidade: afastar fratura com radiografia.

Quer entender de onde vem sua dor?

O ultrassom dinâmico é feito na própria consulta, com explicação dos achados na tela e orientação sobre os próximos passos.

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Investigação clínica que acompanha o exame

Histórico clínico

Início da dor, mecanismo de lesão, tratamentos já feitos e exames anteriores. O laudo é mais útil quando responde à pergunta clínica certa.

Exames hormonais e laboratoriais

Quando a imagem sugere doença sistêmica, como sinovite em várias articulações, depósitos de cristais ou capsulite, são sugeridos exames como PCR, VHS, fator reumatoide, anti-CCP, ácido úrico, glicemia e TSH.

Fatores metabólicos

Diabetes, colesterol elevado e excesso de peso alteram tendões e fáscias e aparecem no exame como espessamentos e degeneração.

Sono

Dor que acorda à noite orienta a busca por bursites, lesões do manguito e processos inflamatórios.

Saúde mental

Dor crônica sem explicação gera ansiedade. Ver a estrutura na tela e entender o achado reduz a incerteza, que muitas vezes pesa tanto quanto a dor.

Uso de medicamentos

Fluoroquinolonas, corticoides e inibidores de aromatase afetam tendões e articulações e são perguntados antes do exame.

Estilo de vida

Esporte, trabalho repetitivo e tempo em pé direcionam as manobras dinâmicas do exame.

Relacionamento e rotina familiar

Tarefas de cuidado, como carregar crianças ou apoiar familiares idosos, explicam muitas lesões do punho, do cotovelo e do ombro.

Ultrassom, ressonância ou radiografia?

ExameMelhor paraLimitação principal
UltrassomTendões, bursas, nervos, músculos, avaliação em movimento e guia de procedimentosNão vê dentro do osso nem estruturas profundas
RessonânciaCartilagem, meniscos, ligamentos cruzados, edema ósseoExame parado, mais caro, não guia procedimentos
RadiografiaOssos, artrose, calcificações, alinhamentoNão mostra tendões nem partes moles

Limitações do ultrassom

O método não avalia o interior do osso, como edema ósseo, fraturas por estresse iniciais e tumores ósseos. Tem acesso limitado a estruturas profundas, como a cartilagem do quadril, o lábio acetabular, a porção central dos meniscos e os ligamentos cruzados do joelho. Nesses casos, a ressonância magnética ou a radiografia são complementares. Com Fellow em ressonância musculoesquelética, a Dra. Mayara indica quando o exame adicional é realmente necessário.

Riscos de se automedicar sem diagnóstico

Tratar uma dor persistente com anti-inflamatório por semanas sem saber a causa pode mascarar uma ruptura de tendão, uma infecção ou uma compressão de nervo que precisa de conduta rápida. O diagnóstico por imagem evita tanto o tratamento excessivo quanto a demora em situações que exigem intervenção.

Do diagnóstico ao tratamento no mesmo lugar

O diferencial de fazer o ultrassom com uma médica que também realiza procedimentos guiados é a continuidade. Se o exame mostra uma bursite com indicação de tratamento, a infiltração guiada pode ser planejada no mesmo atendimento, por quem já conhece a anatomia do caso.

Ultrassom musculoesquelético em Brasília e no Gama

O exame é feito no consultório da Asa Norte, em Brasília, com atendimento para pacientes do Gama, Novo Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e entorno, inclusive em domicílio com equipamento portátil. Para quem procura ultrassom de ombro, joelho ou punho em Brasília, o exame dura de 15 a 40 minutos e não exige jejum.

Perguntas frequentes

Ultrassom ou ressonância: qual é melhor para o ombro?

Para tendões do manguito rotador, bursite e tendinite calcária, o ultrassom tem precisão comparável à da ressonância e permite avaliar o ombro em movimento. A ressonância é superior para lesões do lábio glenoidal, cartilagem e osso. Muitas vezes o ultrassom já é suficiente para decidir o tratamento.

O exame dói?

Não. É feito com gel e o transdutor apoiado na pele. Pode haver desconforto quando a região dolorosa é pressionada, o que é intencional para correlacionar o achado da imagem com o ponto exato da dor.

Posso avaliar mais de uma articulação no mesmo dia?

Sim. Em muitos casos é até recomendável, como nas artrites, em que a avaliação de várias articulações ajuda no diagnóstico. O tempo do exame aumenta conforme o número de regiões.

O ultrassom mostra artrose?

Mostra sinais indiretos, como derrame, inflamação da membrana, osteófitos nas bordas e a cartilagem de algumas regiões acessíveis. A classificação do grau de artrose é feita principalmente pela radiografia.

Preciso de preparo ou jejum?

Não. Use roupa que permita expor a região com facilidade e leve exames anteriores, como radiografia, ressonância e laudos de ultrassom, e a lista de medicamentos em uso.

Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama

Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.

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