Dor que continua mais de três meses depois de uma cirurgia ou de um trauma, além do tempo esperado de cicatrização, é chamada de dor persistente pós-cirúrgica ou pós-traumática. Pode vir de um nervo lesionado na cicatriz, de aderências, de uma lesão de tendão não identificada ou da própria sensibilização do sistema nervoso. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos investiga a região com ultrassom e, quando indicado, realiza o bloqueio guiado do nervo responsável.
O que é a dor persistente após cirurgia ou trauma
Toda cirurgia e todo trauma causam dor que diminui à medida que os tecidos cicatrizam. Quando a dor continua além desse período, por mais de três meses, e não é explicada por infecção ou por uma complicação cirúrgica, ela passa a ser considerada dor persistente. Esse quadro é mais frequente depois de cirurgias de mama, tórax, hérnia, joelho, ombro e coluna, e de fraturas e acidentes.
A dor persistente não significa que a cirurgia “deu errado”. Muitas vezes o procedimento foi bem-sucedido, e a dor vem de um nervo pequeno lesionado no caminho ou da forma como o sistema nervoso passou a processar a dor.
Causas mais comuns
Lesão de nervo na cicatriz
Nervos da pele e de estruturas mais profundas podem ser cortados, esticados ou presos na cicatriz. O resultado é dor em queimação, choque ou dormência ao redor da cicatriz. Veja dor neuropática.
Neuroma
O nervo lesionado cresce de forma desorganizada e forma um nódulo sensível.
Lesões de tendão ou articulação não identificadas
No trauma, a atenção fica com a fratura, e uma lesão de tendão ou ligamento vizinha pode passar despercebida.
Aderências e rigidez
Cicatrizes profundas e imobilização prolongada limitam o movimento e causam dor ao tentar mover a região.
Material cirúrgico em contato com tendões
Placas, parafusos e fios podem irritar tendões e bursas que deslizam sobre eles.
Síndrome dolorosa regional complexa
Dor desproporcional com inchaço, alteração de cor e temperatura depois de trauma ou cirurgia em um membro. Veja síndrome dolorosa regional complexa.
Tipos de dor após cirurgia ou trauma
| Tipo | Como se manifesta | O que o ultrassom pode mostrar |
|---|---|---|
| Neuropática na cicatriz | Queimação, choque, sensibilidade ao toque | Neuroma, nervo preso ou espessado |
| Tendínea | Dor ao movimento específico | Tendinopatia, ruptura, atrito com material cirúrgico |
| Articular | Dor com inchaço e rigidez | Derrame, sinovite |
| Coleção | Inchaço localizado | Seroma, hematoma organizado |
| Desproporcional, com alteração de cor | Dor intensa, inchaço, pele fria ou quente | Exame pouco alterado; diagnóstico clínico |
Sinais de alerta
Febre, vermelhidão que se espalha, secreção pela cicatriz, piora súbita do inchaço, dor na panturrilha com inchaço da perna e falta de ar depois de cirurgia exigem avaliação imediata, com a equipe que operou ou no pronto-socorro.
A cirurgia foi bem, mas a dor não passou?
O ultrassom examina a cicatriz, os nervos e os tendões da região e pode mostrar a causa que ficou para trás.
Agendar avaliação pelo WhatsAppInvestigação clínica completa
Histórico clínico
Tipo de cirurgia ou trauma, data, evolução da dor, características da dor, complicações e reabilitação realizada.
Exames hormonais e laboratoriais
Considerados quando há suspeita de infecção ou de causa inflamatória.
Fatores metabólicos
Diabetes e tabagismo prejudicam a cicatrização e a recuperação dos nervos.
Sono
A dor noturna e a dificuldade de posicionar o membro operado atrapalham o sono.
Saúde mental
Ansiedade antes da cirurgia e medo do movimento depois dela estão associados a dor persistente. Esses aspectos fazem parte do cuidado.
Uso de medicamentos
O uso prolongado de opioides após a cirurgia é revisado. Anticoagulantes são considerados antes de procedimentos.
Estilo de vida
Retorno gradual às atividades, com orientação, evita tanto a sobrecarga quanto a imobilidade.
Diagnóstico: quais exames são necessários
O ultrassom musculoesquelético é especialmente útil porque não sofre interferência de placas e parafusos como a ressonância e permite examinar a cicatriz com o paciente apontando o ponto que dói. A radiografia avalia a consolidação de fraturas e o material cirúrgico. A ressonância e a eletroneuromiografia são solicitadas conforme o caso.
Tratamentos disponíveis
Reabilitação
Fisioterapia para ganho de movimento, dessensibilização da cicatriz e fortalecimento.
Medicamentos
Para dor neuropática, prescritos pelo médico assistente de forma individual.
Bloqueio de nervo guiado por ultrassom
Em casos selecionados, o bloqueio analgésico do nervo responsável alivia a dor, confirma a origem e permite avançar na reabilitação.
Tratamento de lesões associadas
Tendinopatias, bursites e coleções identificadas no ultrassom recebem tratamento próprio, inclusive infiltração guiada por ultrassom quando indicado.
Reavaliação cirúrgica
Quando o problema é mecânico, como material cirúrgico irritando um tendão, o paciente volta à equipe cirúrgica.
Limitações e quando o bloqueio não é indicado
O bloqueio não é feito com infecção ativa, ferida aberta no local ou sem investigação de complicações cirúrgicas. Não substitui a reabilitação e exige cuidado em quem usa anticoagulante.
Riscos da automedicação
Manter analgésicos fortes por conta própria por meses aumenta o risco de dependência e pode aumentar a sensibilidade à dor. Anti-inflamatórios prolongados trazem risco para estômago, rins e cicatrização óssea.
Dor após cirurgia ou trauma em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara avalia cicatrizes, nervos e tendões com ultrassom no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno, inclusive em domicílio para quem ainda tem dificuldade de locomoção. Veja também lesão muscular.
Perguntas frequentes
É normal sentir dor meses depois da cirurgia?
Algum desconforto é esperado nas primeiras semanas. Dor que persiste por mais de três meses, principalmente em queimação, choque ou com sensibilidade ao toque na cicatriz, merece avaliação.
O que é neuroma de cicatriz?
É o crescimento desorganizado de um nervo que foi cortado ou lesionado na cirurgia ou no trauma. Forma um pequeno nódulo muito sensível, que dói ao toque e pode dar choque.
O ultrassom mostra o que causa a dor?
Com frequência, sim. Mostra neuromas, nervos presos em cicatriz, coleções de líquido, fios e parafusos em contato com tendões e lesões de tendão que passaram despercebidas.
O bloqueio guiado ajuda nesses casos?
Em casos selecionados, o bloqueio do nervo responsável alivia a dor e confirma a origem. Ajuda também a permitir a fisioterapia que estava travada pela dor.
Dá para prevenir a dor crônica após cirurgia?
Controle adequado da dor logo após a cirurgia, reabilitação precoce e tratamento de ansiedade estão associados a menor risco de dor persistente.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
Agendar pelo WhatsApp