O cisto de Baker é uma bolsa de líquido atrás do joelho, formada pelo excesso de líquido dentro da articulação. Quase sempre é consequência de outro problema, como artrose ou lesão de menisco. Na maioria dos casos é inofensivo, mas quando rompe causa dor e inchaço na panturrilha que podem ser confundidos com trombose. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos diferencia as duas situações com ultrassom e Doppler e realiza a aspiração guiada quando indicada.
O que é o cisto de Baker
Atrás do joelho, entre o músculo gastrocnêmio e o tendão do semimembranoso, existe uma bursa que, em muitos adultos, se comunica com a articulação por uma pequena abertura que funciona como válvula. Quando o joelho produz líquido em excesso, esse líquido passa para a bursa e não volta, formando o cisto. O nome técnico é cisto poplíteo.
Por isso o cisto de Baker é, na maioria das vezes, um sinal de que algo dentro do joelho está produzindo líquido demais. Tratar só o cisto sem cuidar da causa costuma levar à volta do problema.
As variações
Cisto secundário (adultos)
O tipo mais comum, associado a artrose do joelho, lesões de menisco, artrite reumatoide e outras artrites inflamatórias, e gota.
Cisto primário (crianças)
Sem doença articular associada, geralmente regride sozinho.
Cisto roto
O cisto se rompe e o líquido escorre entre os músculos da panturrilha. Causa dor súbita, inchaço e às vezes mancha roxa na perna e no tornozelo. É conhecido como “pseudotromboflebite”, porque imita a trombose venosa.
Cisto complicado
Com sangramento interno, septações ou fragmentos soltos em seu interior.
Sintomas
- Volume atrás do joelho, que aumenta ao ficar em pé.
- Sensação de pressão ou tensão ao dobrar o joelho completamente.
- Dor atrás do joelho, principalmente ao agachar.
- Dor e inchaço na panturrilha, nos cistos rotos.
- Ausência de sintomas em muitos casos, com descoberta em exames.
Causas e fatores de risco
- Artrose do joelho, a causa mais frequente acima dos 50 anos.
- Lesões de menisco e de cartilagem.
- Artrites inflamatórias e gota.
- Esportes e trabalhos com agachamento repetido.
Cisto de Baker roto ou trombose?
| Aspecto | Cisto roto | Trombose venosa profunda |
|---|---|---|
| Início | Súbito, às vezes após esforço | Gradual ou súbito |
| Dor atrás do joelho | Comum antes do evento | Nem sempre |
| Fatores de risco | Artrose, menisco | Imobilização, cirurgia, hormônios, câncer |
| Exame que diferencia | Ultrassom e Doppler | Ultrassom e Doppler |
| Tratamento | Repouso, analgésico, tratar a causa | Anticoagulação urgente |
Só o exame diferencia com segurança. Tratar uma como se fosse a outra pode ser perigoso.
Sinais de alerta
- Inchaço súbito da panturrilha com dor: fazer Doppler para excluir trombose.
- Falta de ar ou dor no peito com inchaço na perna: pronto-socorro imediatamente.
- Joelho quente, vermelho e com febre.
Sentiu um volume atrás do joelho ou a panturrilha inchou?
O ultrassom com Doppler diferencia cisto de trombose no mesmo exame.
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Histórico clínico
Artrose, lesões prévias, doenças reumáticas, episódios de inchaço e cirurgias no joelho.
Exames hormonais e laboratoriais
Quando há suspeita de artrite: PCR, VHS, ácido úrico e marcadores reumatológicos. O uso de hormônios, como anticoncepcional e reposição hormonal, é registrado por aumentar o risco de trombose.
Fatores metabólicos
Excesso de peso aumenta a carga no joelho e a produção de líquido na artrose.
Sono
Dor atrás do joelho ao dormir com a perna dobrada é comum nos cistos volumosos.
Saúde mental
O medo de trombose é frequente e justificado. O exame que diferencia as duas situações traz segurança.
Uso de medicamentos
Anticoagulantes, hormônios e anti-inflamatórios são revisados antes de qualquer procedimento.
Estilo de vida
Agachamentos, ajoelhar, subir escadas e tempo em pé.
Relacionamento e rotina familiar
Idosos com dificuldade de locomoção podem fazer o exame e a aspiração em casa, com a família acompanhando.
Diagnóstico: quais exames são necessários
O ultrassom musculoesquelético confirma o cisto, mede, mostra o colo que o conecta à articulação e identifica rupturas. O Doppler venoso é fundamental quando há dor e inchaço na panturrilha. O exame também avalia o joelho: derrame, sinovite e sinais de artrose. A ressonância é indicada quando se suspeita de lesão de menisco com possível indicação cirúrgica.
Tratamentos disponíveis
Tratamento da causa
Controlar a artrose, a lesão de menisco ou a artrite reduz a produção de líquido e, com isso, o cisto.
Observação
Cistos assintomáticos não precisam de tratamento.
Aspiração guiada por ultrassom
O líquido é retirado com agulha sob visão direta, evitando os vasos e o nervo que passam atrás do joelho. Costuma ser associada à infiltração com corticoide dentro da articulação, para reduzir a produção de líquido.
Cisto roto
Repouso, elevação, compressão e analgésicos, sempre depois de excluir trombose.
Cirurgia
Raramente indicada, apenas em cistos grandes, recorrentes e sintomáticos, geralmente junto com o tratamento da lesão articular.
Como é a aspiração guiada do cisto
O paciente fica deitado de barriga para baixo, com o joelho levemente dobrado. O ultrassom mostra o cisto, o colo que o liga à articulação e, bem próximos, a artéria e a veia poplíteas e o nervo tibial. A agulha entra pela lateral do cisto, longe desses vasos, e o líquido é aspirado. Em cistos com conteúdo espesso ou com septações, pode ser necessário lavar com soro.
Em seguida, costuma-se infiltrar a própria articulação do joelho, pela frente, para reduzir a produção de líquido que alimenta o cisto. O procedimento todo dura de 20 a 30 minutos. Nos dias seguintes, é recomendado evitar agachamentos profundos e usar faixa compressiva leve se orientado.
O que esperar a longo prazo
O resultado depende do joelho. Quando a causa é uma crise inflamatória de artrose, o controle da inflamação costuma manter o cisto pequeno por meses. Quando há lesão de menisco importante, o cisto tende a voltar até que a lesão seja tratada. O acompanhamento com ultrassom mostra a evolução sem necessidade de radiação.
Limitações e quando o tratamento não é indicado
A aspiração não impede a volta do cisto se a causa persistir. Não é indicada quando há trombose não tratada, infecção ou quando o cisto é pequeno e sem sintomas. A cirurgia isolada do cisto, sem tratar o joelho, tem alta taxa de recidiva.
Riscos da automedicação
Tratar inchaço na panturrilha com pomada, compressa ou anti-inflamatório sem exame pode atrasar o diagnóstico de uma trombose, que é potencialmente grave. Na dúvida, o Doppler deve ser feito no mesmo dia.
Cisto de Baker em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara realiza ultrassom com Doppler e aspiração guiada no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno, inclusive em domicílio. Veja também dor no joelho.
Perguntas frequentes
Cisto de Baker é perigoso?
Na maioria das vezes, não. O principal cuidado é diferenciar a ruptura do cisto de uma trombose venosa, que tem sintomas parecidos e exige tratamento urgente.
O cisto some sozinho?
Pode diminuir quando a causa no joelho é controlada. Em crianças, costuma regredir sem tratamento.
Posso fazer exercício com cisto de Baker?
Sim, com orientação. O fortalecimento do quadríceps ajuda a controlar a artrose, que é a causa mais comum. Agachamentos profundos podem ser ajustados enquanto houver dor.
Aspirar resolve de vez?
Pode resolver, mas o cisto volta se o joelho continuar produzindo líquido em excesso. Por isso a aspiração costuma ser associada ao tratamento da causa.
Posso ter cisto de Baker e trombose ao mesmo tempo?
Sim. O cisto grande pode comprimir a veia e favorecer a trombose. Por isso o Doppler é feito sempre que há inchaço ou dor na panturrilha.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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