A neuralgia pós-herpética é a dor que continua na região das lesões do herpes-zóster, o cobreiro, por três meses ou mais depois que a pele cicatrizou. É uma dor neuropática, em queimação, choque ou sensibilidade ao toque, mais comum depois dos 60 anos. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos realiza, em casos selecionados, o bloqueio guiado por ultrassom dos nervos da região afetada, como complemento ao tratamento medicamentoso.

O que é a neuralgia pós-herpética

O herpes-zóster, conhecido como cobreiro, é a reativação do vírus da catapora, que fica adormecido nos nervos depois da infecção na infância. Quando ele volta a se multiplicar, inflama o nervo e causa bolhas na pele em forma de faixa, sempre de um lado do corpo.

Na maioria das pessoas, a dor passa junto com as lesões. Em parte delas, porém, a dor continua por meses ou anos depois que a pele cicatrizou. Essa dor persistente é a neuralgia pós-herpética, uma forma de dor neuropática.

Onde aparece com mais frequência

  • Tórax e abdômen, em faixa que acompanha uma costela, de um lado.
  • Rosto e testa, quando o nervo do olho é atingido.
  • Pescoço, braço e perna, com menor frequência.

Como é a dor

  • Queimação constante na área onde estavam as lesões.
  • Choques e pontadas que surgem de repente.
  • Dor ao toque leve: a roupa, o lençol ou o vento podem doer.
  • Coceira intensa em algumas pessoas.
  • Alteração da sensibilidade e manchas na pele cicatrizada.

Herpes-zóster agudo ou neuralgia pós-herpética?

FaseQuandoPeleConduta principal
Herpes-zóster agudoPrimeiros dias a semanasBolhas em faixaAntiviral e controle da dor, com o médico assistente
Dor subagudaAté 3 mesesCicatrizandoControle da dor, observação
Neuralgia pós-herpéticaApós 3 mesesCicatrizadaMedicamentos específicos e, em casos selecionados, bloqueio

Fatores de risco

  • Idade acima de 60 anos.
  • Dor forte na fase aguda.
  • Lesões extensas ou no rosto.
  • Imunidade reduzida, por doença ou medicamentos.
  • Diabetes.

Sinais de alerta

Herpes-zóster no rosto próximo ao olho, com olho vermelho ou alteração da visão, exige avaliação oftalmológica no mesmo dia. Lesões espalhadas pelo corpo, febre alta e confusão mental exigem atendimento de urgência.

A dor ficou depois que o cobreiro sarou?

O bloqueio guiado por ultrassom dos nervos da região pode aliviar a dor, como complemento ao tratamento específico.

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Investigação clínica completa

Histórico clínico

Data do herpes-zóster, local, intensidade da dor na fase aguda, tratamento recebido e evolução da dor.

Exames hormonais e laboratoriais

Glicemia e outros exames são considerados conforme a história, especialmente para avaliar imunidade e diabetes.

Fatores metabólicos

O diabetes mal controlado se associa a maior risco e a dor mais persistente.

Sono

A dor noturna e a sensibilidade ao lençol prejudicam muito o sono.

Saúde mental

A dor persistente em idosos se associa a isolamento, perda de apetite e humor deprimido, que merecem atenção.

Uso de medicamentos

Os medicamentos para dor neuropática exigem ajuste cuidadoso em idosos, por risco de sonolência e quedas. Anticoagulantes são revisados antes de procedimentos.

Estilo de vida

Roupas leves sobre a região, proteção contra o atrito e manutenção das atividades ajudam no dia a dia.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, pela história de herpes-zóster e pela dor persistente na mesma região. Exames são usados para excluir outras causas quando a história não é clara.

Tratamentos disponíveis

Medicamentos específicos para dor neuropática

Prescritos pelo médico assistente após avaliação, de forma individual.

Tratamentos locais

Algumas medicações de uso na pele podem ajudar em áreas pequenas, conforme orientação médica.

Bloqueio de nervo guiado por ultrassom

Em casos selecionados, o bloqueio analgésico dos nervos da região, como os intercostais no tórax, alivia a dor e reduz a necessidade de medicamentos. O ultrassom mostra a agulha e as estruturas vizinhas em tempo real.

Prevenção

A vacinação contra o herpes-zóster, indicada pelo médico assistente, reduz o risco da doença e da neuralgia.

Limitações e quando o bloqueio não é indicado

O bloqueio não elimina a lesão do nervo e o efeito tem duração variável. Não é feito com infecção ativa na pele ou lesões abertas no local, e exige cuidado em quem usa anticoagulante.

Riscos da automedicação

Analgésicos comuns têm pouco efeito nessa dor. Pomadas e medicamentos por conta própria podem irritar a pele sensível. Medicamentos para dor nervosa só devem ser usados com prescrição.

Neuralgia pós-herpética em Brasília e no Gama

A Dra. Mayara avalia a dor após o herpes-zóster no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno, inclusive idosos em domicílio. Veja também neuropatia diabética.

Perguntas frequentes

Por que a dor continua depois que o cobreiro sarou?

O vírus inflama e lesiona o nervo da região. Depois que a pele cicatriza, o nervo lesionado pode continuar enviando sinais de dor, o que caracteriza a neuralgia pós-herpética.

Quem tem mais risco?

Pessoas acima de 60 anos, quem teve dor forte na fase aguda do herpes-zóster, lesões extensas e pessoas com imunidade reduzida.

Existe vacina contra o herpes-zóster?

Sim. A vacinação reduz o risco de herpes-zóster e de neuralgia pós-herpética. A indicação e o momento são definidos pelo médico assistente, de acordo com idade e condições de saúde.

O bloqueio guiado ajuda?

Em casos selecionados, o bloqueio dos nervos da região, como os intercostais no tórax, alivia a dor e complementa os medicamentos específicos para dor neuropática.

Tratar cedo o herpes-zóster reduz a chance de dor crônica?

O tratamento antiviral iniciado nos primeiros dias, indicado pelo médico, e o bom controle da dor na fase aguda estão associados a menor risco de dor persistente.

Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama

Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.

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