O joelho suporta o peso do corpo em cada passo e é uma das articulações que mais doem com a idade, o excesso de peso e o esporte. Artrose, bursites, tendinopatias, cisto de Baker e lesões de menisco estão entre as causas mais comuns, e muitas vezes coexistem. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos usa o ultrassom para identificar derrame, bursas e tendões e realiza infiltração, viscossuplementação e bloqueio dos nervos do joelho com guia de imagem.
Como o joelho funciona
O joelho une o fêmur, a tíbia e a patela. Entre os ossos ficam os meniscos, que funcionam como amortecedores, e a cartilagem que reveste as superfícies. Ligamentos por dentro e por fora dão estabilidade, e tendões potentes, como o patelar e os da pata de ganso, transmitem a força dos músculos da coxa. Ao redor, várias bursas reduzem o atrito.
A dor no joelho pode vir de qualquer dessas estruturas, e o local da dor é a primeira pista.
Onde dói e o que pode ser
| Padrão da dor | Causa provável |
|---|---|
| Dor ao caminhar e subir escadas, rigidez ao levantar | Artrose do joelho |
| Dor na parte interna, abaixo da articulação | Bursite e tendinopatia da pata de ganso (bursite) |
| Volume ou pressão atrás do joelho | Cisto de Baker |
| Dor abaixo da patela ao saltar ou agachar | Tendinopatia patelar (tendinite) |
| Dor na frente ao descer escadas e ficar sentado | Dor patelofemoral |
| Inchaço na frente em quem trabalha ajoelhado | Bursite pré-patelar |
| Travamento e falseio após torção | Lesão de menisco ou ligamento |
| Joelho quente, vermelho e inchado de forma súbita | Gota, outras artrites ou infecção |
As principais causas explicadas
Artrose
A causa mais comum de dor no joelho após os 50 anos. A dor piora com o uso, há rigidez curta ao levantar e estalos. Crises inflamatórias causam derrame e inchaço.
Bursite da pata de ganso
Dor na parte interna do joelho, um pouco abaixo da articulação, muito comum em mulheres com sobrepeso e artrose. É frequentemente confundida com lesão de menisco e responde bem a tratamento direcionado.
Tendinopatia patelar
Dor abaixo da patela em quem salta, corre ou agacha com carga. É uma tendinopatia e melhora com exercícios específicos.
Dor patelofemoral
Dor na frente do joelho, pior ao descer escadas e ao ficar muito tempo sentado com o joelho dobrado. Comum em jovens e corredores.
Lesões de menisco e ligamento
Após torções, com travamento, falseio e inchaço. Exigem ressonância e avaliação ortopédica.
O joelho em cada fase da vida
Em adolescentes e adultos jovens, a dor no joelho costuma vir da articulação entre a patela e o fêmur e dos tendões, ligada ao esporte e ao crescimento. Entre 30 e 50 anos, predominam lesões de menisco, tendinopatias e as primeiras alterações de cartilagem. Após os 50 anos, a artrose e a bursite da pata de ganso passam a ser as causas mais frequentes. Saber a fase da vida ajuda a direcionar a investigação desde a primeira conversa.
Sinais de alerta
- Joelho quente, vermelho e muito inchado com febre: afastar infecção.
- Inchaço súbito da panturrilha: afastar trombose com Doppler.
- Incapacidade de apoiar após trauma: afastar fratura ou lesão ligamentar grave.
- Travamento que não solta: lesão mecânica que precisa de avaliação rápida.
O joelho limita suas escadas e caminhadas?
Existem opções entre o analgésico e a cirurgia. O ultrassom mostra o que está causando a dor e orienta o tratamento.
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Histórico clínico
Torções, cirurgias, esportes, trabalho ajoelhado, crises de inchaço e tratamentos anteriores.
Exames hormonais e laboratoriais
PCR, VHS, ácido úrico e marcadores reumatológicos quando há suspeita de artrite. Na mulher, a menopausa acelera a artrose.
Fatores metabólicos
Peso é um dos fatores mais importantes. Diabetes e colesterol alto estão associados a formas mais inflamatórias de artrose.
Sono
Dor noturna no joelho sugere fase avançada ou inflamatória e muda a urgência do tratamento.
Saúde mental
A dor que limita caminhar reduz o convívio social e aumenta o risco de desânimo e isolamento.
Uso de medicamentos
Anti-inflamatórios contínuos, anticoagulantes e alergias são revisados.
Estilo de vida
Atividade física, escadas em casa, trabalho em pé ou ajoelhado e calçados.
Relacionamento e rotina familiar
Brincar com netos, viajar e fazer compras são metas concretas que ajudam a medir o resultado.
Diagnóstico: quais exames são necessários
O ultrassom musculoesquelético mostra derrame, sinovite, bursites, tendões e cisto de Baker. A radiografia com carga classifica a artrose. A ressonância é indicada para menisco, ligamentos e edema ósseo.
Tratamentos disponíveis
- Fortalecimento do quadríceps e dos glúteos e controle do peso.
- Aspiração guiada de derrame.
- Infiltração com corticoide nas crises inflamatórias.
- Viscossuplementação na artrose leve a moderada.
- Bloqueio dos nervos geniculares na dor crônica refratária.
- Cirurgia, incluindo prótese, nos casos avançados.
Como proteger o joelho no dia a dia
- Fortaleça o quadríceps e os glúteos com exercícios orientados, que funcionam como amortecedores naturais do joelho.
- Prefira atividades de baixo impacto, como bicicleta, hidroginástica e caminhada em terreno plano.
- Evite ficar muito tempo agachado ou ajoelhado, e use joelheira acolchoada se o trabalho exigir.
- Controle o peso, porque cada quilo pesa várias vezes mais no joelho a cada passo.
- Use calçados com amortecimento e evite saltos altos por longos períodos.
- Ao subir escadas, suba com a perna boa primeiro; ao descer, com a perna dolorida primeiro.
O que esperar da primeira consulta
A consulta começa pela conversa: onde exatamente dói, desde quando, o que piora e o que já foi tentado. Em seguida vem o exame físico direcionado do joelho e do quadril, com avaliação do alinhamento das pernas, com testes de movimento e de força que já apontam as estruturas suspeitas. O ultrassom é feito no mesmo atendimento, com o joelho em extensão e flexão para mostrar derrame, bursas, tendões e o espaço atrás do joelho, e os achados são mostrados na tela e explicados em linguagem simples.
Ao final da consulta, você entende se a dor está nos tendões, nas bursas, no menisco, nos ligamentos ou na articulação do joelho, e recebe um plano que pode combinar exercícios, controle de carga ao caminhar e subir escadas, exames complementares, encaminhamento ou um procedimento guiado, quando indicado. O laudo pode ir para o seu médico assistente e para o fisioterapeuta.
Limitações e quando cada tratamento não é indicado
Nenhum tratamento regenera cartilagem. A viscossuplementação tem pouco benefício na artrose grau 4. O corticoide não deve ser usado como manutenção a cada poucos meses. Lesões mecânicas de menisco com travamento precisam de avaliação cirúrgica.
Riscos da automedicação
Anti-inflamatórios diários para aguentar a dor, principalmente acima dos 60 anos, trazem risco para estômago, rins e pressão. Suplementos caros ocupam o lugar do que funciona: exercício, peso e acompanhamento.
Dor no joelho em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara atende no consultório da Asa Norte, em Brasília, e pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Para idosos com artrose de joelho e dificuldade de locomoção, o ultrassom e o procedimento guiado também podem ser feitos em domicílio.
Perguntas frequentes
Infiltração no joelho é segura?
Sim, dentro dos limites de frequência e com técnica adequada. O guia por ultrassom confirma a posição da agulha e permite aspirar o excesso de líquido antes de aplicar o medicamento.
Ácido hialurônico ou corticoide no joelho?
O corticoide age rápido nas crises inflamatórias com derrame. O ácido hialurônico tem efeito mais lento e mais prolongado na artrose leve a moderada. A escolha depende do quadro e do grau da artrose.
Perder peso ajuda mesmo a dor no joelho?
Sim. A perda de 5% a 10% do peso reduz a dor de forma significativa na artrose de joelho, porque cada quilo representa várias vezes essa carga a cada passo.
O ultrassom mostra o menisco?
Mostra parcialmente a borda. Para lesões de menisco e dos ligamentos cruzados, a ressonância é o exame indicado.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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