A fibromialgia é uma condição de dor crônica espalhada pelo corpo, acompanhada de cansaço, sono que não descansa e dificuldade de concentração, causada por uma alteração na forma como o sistema nervoso processa a dor. Não há lesão visível nos exames. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos usa o ultrassom para identificar dores localizadas que coexistem com a fibromialgia, como bursite e tendinopatia, e que podem ser tratadas de forma direcionada.
O que é a fibromialgia
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada. A pessoa sente dor em vários pontos do corpo, dos dois lados, acima e abaixo da cintura, por pelo menos 3 meses, de acordo com os critérios diagnósticos usados pela reumatologia. A dor vem acompanhada de cansaço, sono que não descansa, dificuldade de memória e concentração e, com frequência, dor de cabeça e intestino irritável.
O mecanismo principal é uma sensibilização do sistema nervoso: os sinais de dor são amplificados, e estímulos que normalmente seriam leves passam a doer. Por isso a fibromialgia não aparece em exames de sangue nem de imagem, e o diagnóstico é clínico.
Sintomas mais comuns
- Dor difusa em músculos e articulações, que muda de lugar e de intensidade.
- Cansaço persistente, mesmo após uma noite inteira de sono.
- Sono não reparador, com despertares frequentes.
- Dificuldade de concentração e memória, conhecida como “névoa mental”.
- Sensibilidade aumentada ao toque, ao frio e ao barulho.
- Rigidez ao acordar e sensação de inchaço nas mãos, sem inchaço real.
Por que o ultrassom entra nessa história
Ter fibromialgia não impede que a pessoa tenha também uma bursite no quadril, uma tendinopatia no ombro ou artrose no joelho. Essas dores localizadas somam-se à dor difusa e, quando não são identificadas, tudo passa a ser atribuído à fibromialgia.
O ultrassom musculoesquelético examina a região que dói mais e mostra se existe uma lesão tratável ali. Quando existe, o tratamento direcionado reduz uma parte da carga de dor. Quando não existe, o exame normal também ajuda: confirma que não há lesão estrutural e reforça o plano voltado para a fibromialgia.
Dor da fibromialgia ou dor localizada associada?
| Característica | Dor da fibromialgia | Dor localizada associada |
|---|---|---|
| Local | Espalhada, muda de lugar | Fixa em uma região, como ombro ou lateral do quadril |
| Gatilho | Estresse, sono ruim, frio | Movimento específico ou apoio sobre o local |
| Exame de imagem | Normal | Pode mostrar bursite, tendinopatia ou artrose |
| O que ajuda | Exercício, sono, educação sobre a dor | Tratamento da estrutura, inclusive procedimento guiado |
Condições que podem se somar ou ser confundidas
- Bursite e bursite trocantérica, muito comuns em mulheres na mesma faixa etária.
- Tendinite do ombro, do cotovelo e do punho.
- Artrose de joelho e das mãos.
- Doenças reumáticas inflamatórias, como artrite reumatoide e lúpus, que podem coexistir com a fibromialgia.
- Alterações da tireoide e deficiência de vitamina D, investigadas pelo médico assistente.
A dor em um ponto específico é mais forte do que no resto do corpo?
O ultrassom mostra se existe uma lesão localizada que pode ser tratada de forma direcionada.
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Histórico clínico
Tempo de dor, locais, o que piora e o que alivia, qualidade do sono, eventos que antecederam o início e tratamentos já feitos.
Exames hormonais e laboratoriais
O médico assistente costuma solicitar exames para afastar outras causas, como função da tireoide, marcadores de inflamação e vitamina D.
Fatores metabólicos
Excesso de peso aumenta a carga sobre joelhos e quadris e se associa a mais dor. O sedentarismo piora a fibromialgia.
Sono
É um dos pilares. Distúrbios como apneia e insônia são investigados, porque dormir mal amplifica a dor.
Saúde mental
Ansiedade, depressão e estresse crônico estão muito associados à fibromialgia e merecem tratamento próprio.
Uso de medicamentos
Analgésicos usados por conta própria, principalmente opioides, podem piorar a sensibilidade à dor com o tempo.
Estilo de vida
Atividade física gradual, rotina de sono e pausas no trabalho fazem parte do tratamento.
Tratamentos disponíveis
Educação sobre a dor
Entender o mecanismo da fibromialgia reduz o medo do movimento e ajuda na adesão ao tratamento.
Exercício físico regular
Aeróbico leve, como caminhada, bicicleta e hidroginástica, e fortalecimento progressivo estão entre as medidas mais eficazes.
Cuidado com o sono e com a saúde mental
Higiene do sono, tratamento de distúrbios do sono e acompanhamento psicológico quando indicado.
Medicamentos
Quando necessários, são prescritos pelo médico assistente, de forma individual.
Tratamento das dores localizadas
Quando o ultrassom mostra uma lesão associada, como bursite ou tendinopatia, o tratamento pode incluir reabilitação e, em casos selecionados, infiltração guiada por ultrassom naquele ponto.
Limitações e quando a infiltração não é indicada
A infiltração não trata a fibromialgia e não é indicada para a dor difusa. Só é considerada para uma dor localizada com lesão identificada no exame. Aplicações repetidas em vários pontos do corpo não fazem parte do tratamento.
Riscos da automedicação
Analgésicos e anti-inflamatórios por conta própria têm pouco efeito na dor da fibromialgia e trazem riscos com o uso prolongado. Opioides podem aumentar a sensibilidade à dor e causar dependência.
Avaliação da dor na fibromialgia em Brasília e no Gama
A Dra. Mayara avalia as dores localizadas com ultrassom no consultório da Asa Norte, em Brasília, e atende pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. O laudo é enviado ao médico que acompanha a fibromialgia. Veja também dores articulares e musculoesqueléticas.
Perguntas frequentes
Fibromialgia aparece no ultrassom?
Não. A fibromialgia não causa alteração visível nos exames de imagem. O ultrassom serve para identificar outras causas de dor que podem estar somadas a ela, como bursite, tendinopatia ou artrose.
Infiltração trata a fibromialgia?
Não. O tratamento da fibromialgia se apoia em exercício físico regular, cuidado com o sono, educação sobre a dor e, quando indicado, medicamentos prescritos pelo médico assistente. A infiltração só é considerada para uma dor localizada associada.
Fibromialgia é doença psicológica?
Não. É uma alteração real no processamento da dor pelo sistema nervoso. Ansiedade, depressão e estresse podem piorar os sintomas, e por isso fazem parte do cuidado, mas a dor não é imaginária.
Exercício piora a fibromialgia?
No começo pode haver desconforto, mas o exercício aeróbico e de fortalecimento, iniciado com baixa intensidade e aumentado aos poucos, é uma das medidas com melhor resultado a longo prazo.
Qual médico trata a fibromialgia?
O reumatologista costuma conduzir o diagnóstico e o acompanhamento, muitas vezes com equipe multiprofissional. A avaliação por imagem entra para esclarecer dores localizadas.
Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama
Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.
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