A artrose, ou osteoartrite, é a doença articular mais comum do mundo. Não é apenas desgaste da idade: é uma doença de toda a articulação, que envolve cartilagem, osso, membrana sinovial, ligamentos e músculos. Não tem cura, mas tem tratamento, e a maioria dos pacientes consegue reduzir a dor e manter a função por muitos anos. Em Brasília e no Gama, a Dra. Mayara Ferreira Ramos avalia a artrose com imagem e realiza infiltração, viscossuplementação e bloqueios guiados quando indicados.

O que acontece na articulação com artrose

A articulação saudável tem as pontas dos ossos cobertas por cartilagem lisa, lubrificada pelo líquido sinovial. Na artrose, a cartilagem perde água e resistência, desenvolve fissuras e se afina. O osso logo abaixo reage ficando mais denso e formando bicos nas bordas, os osteófitos. A membrana sinovial inflama em alguns momentos e produz líquido em excesso, o derrame articular.

Os músculos ao redor perdem força e os ligamentos perdem estabilidade, o que aumenta a carga sobre a cartilagem e alimenta o ciclo. A dor não vem da cartilagem, que não tem nervos, e sim do osso, da membrana inflamada, da cápsula, dos ligamentos e dos tendões ao redor. Por isso a intensidade da dor nem sempre acompanha o que aparece no raio-X.

Tipos de artrose

Artrose primária

Sem causa específica identificável, relacionada a idade, genética, peso e carga ao longo da vida. É a forma mais comum.

Artrose secundária

Consequência de outra condição: fraturas que atingiram a articulação, lesões de menisco ou ligamento, displasia do quadril, artrites inflamatórias, gota, necrose óssea e desalinhamentos como o joelho varo.

Pelas articulações mais afetadas

  • Joelho: a mais incapacitante em número de pessoas. Pode afetar o compartimento interno, o externo ou a articulação entre a patela e o fêmur.
  • Quadril: dor na virilha, dificuldade para calçar sapatos e cruzar as pernas.
  • Mãos: nódulos nas pontas dos dedos (Heberden), no meio dos dedos (Bouchard) e na base do polegar, a rizartrose.
  • Ombro: menos comum, frequentemente após lesão extensa do manguito rotador.
  • Pé: base do dedão e meio do pé.

Artrose erosiva das mãos

Forma mais inflamatória, com crises de dor, vermelhidão e inchaço nos dedos, mais comum em mulheres após a menopausa. Precisa ser diferenciada da artrite reumatoide e da psoriásica pelo ultrassom reumatológico.

Graus da artrose (Kellgren-Lawrence)

GrauAchados na radiografiaImplicação prática
0Sem sinais de artroseInvestigar outras causas de dor
1Duvidoso, possível osteófito pequenoExercício e prevenção
2Leve, osteófitos definidosMelhor resposta a tratamento conservador
3Moderado, redução definida do espaçoProcedimentos guiados têm boa indicação
4Grave, contato osso com osso e deformidadeDiscutir prótese se a dor limita a vida

Sintomas da artrose

  • Dor mecânica, que piora com o uso e melhora com o repouso.
  • Rigidez matinal curta, em geral menos de 30 minutos. Rigidez longa sugere artrite inflamatória.
  • Rigidez após ficar parado, como ao levantar depois de um filme ou de uma viagem de carro.
  • Estalos e crepitação ao movimentar a articulação.
  • Inchaço nas fases de inflamação, às vezes com calor discreto.
  • Deformidade e perda de movimento nas fases avançadas.
  • Sensação de falseio ou instabilidade no joelho.
  • Dor noturna, nas fases avançadas ou nas crises inflamatórias.

Causas e fatores de risco

  • Idade, o principal fator.
  • Sexo feminino, especialmente após a menopausa.
  • Excesso de peso: cada quilo a mais representa várias vezes essa carga no joelho ao caminhar, além do efeito inflamatório da gordura.
  • Lesões articulares prévias, como retirada de menisco e lesão de ligamento cruzado.
  • Desalinhamento das pernas.
  • Fraqueza muscular, principalmente do quadríceps.
  • Trabalho com carga e agachamento repetido.
  • Genética, relevante principalmente na artrose das mãos.

Sinais de alerta

  • Articulação quente, vermelha e muito dolorosa, com febre: pode ser infecção ou crise de cristais.
  • Dor que acorda todas as noites e não melhora com repouso.
  • Perda rápida de movimento ou incapacidade de apoiar o peso.
  • Inchaço súbito da panturrilha, que pode ser ruptura de cisto de Baker ou trombose.

A artrose está limitando sua rotina?

Existem opções entre o analgésico e a prótese. A avaliação com imagem define qual faz sentido para o seu grau de artrose.

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Investigação clínica completa

Histórico clínico

Tempo de evolução, crises, lesões antigas, cirurgias, tratamentos feitos e a resposta a cada um. O padrão da dor ajuda a separar artrose de outras causas.

Exames hormonais e laboratoriais

Quando o quadro sugere artrite inflamatória ou por cristais, são solicitados PCR, VHS, fator reumatoide, anti-CCP e ácido úrico. Na mulher, a menopausa acelera a artrose e é considerada na orientação.

Fatores metabólicos

Peso, glicemia e colesterol. A perda de 5% a 10% do peso reduz a dor de forma mensurável na artrose de joelho, e o diabetes está associado a formas mais inflamatórias.

Sono

A dor noturna da artrose avançada prejudica o sono, que por sua vez reduz a tolerância à dor no dia seguinte.

Saúde mental

A artrose está associada a maior prevalência de depressão e isolamento, principalmente quando limita a vida social e as saídas de casa.

Uso de medicamentos

Anti-inflamatórios de uso contínuo, anticoagulantes e remédios que afetam rins e estômago são revisados antes de qualquer procedimento.

Estilo de vida

Nível de atividade física, trabalho, escadas em casa e tipo de calçado entram no plano de tratamento.

Relacionamento e rotina familiar

Cuidar de netos, viajar, participar de encontros e manter a independência são objetivos concretos que orientam as metas do tratamento.

Diagnóstico: quais exames são necessários

A radiografia com carga classifica o grau e avalia o alinhamento. O ultrassom musculoesquelético mostra derrame, sinovite com Doppler, osteófitos, cisto de Baker, bursite anserina e tendinopatias associadas, causas de dor que não aparecem no raio-X. A ressonância fica para dúvidas diagnósticas, lesão de menisco com indicação cirúrgica, edema ósseo ou necrose.

Tratamentos disponíveis

Exercício e controle do peso

O fortalecimento do quadríceps e dos glúteos, atividades aeróbicas de baixo impacto e treino de equilíbrio têm a melhor evidência e devem estar presentes em todos os graus.

Medicamentos

Anti-inflamatório tópico no joelho e nas mãos, anti-inflamatório oral por curto período nas crises, com cautela em idosos, e duloxetina em casos selecionados com sensibilização da dor.

Procedimentos guiados por ultrassom

Cirurgia

Osteotomia em pacientes jovens com desalinhamento e prótese em artrose avançada que não responde ao tratamento conservador.

Limitações e quando cada tratamento não é indicado

Nenhum tratamento atual regenera a cartilagem perdida, e ofertas de “regeneração” devem ser vistas com cautela. A viscossuplementação tem pouco benefício no grau 4. O corticoide não deve ser repetido a cada poucos meses. Procedimentos não são feitos com infecção ativa ou diabetes descompensado.

Riscos da automedicação

Anti-inflamatórios tomados todos os dias por conta própria causam gastrite, sangramento digestivo, piora da função dos rins e aumento da pressão, com risco maior acima dos 60 anos. Suplementos caros ocupam o lugar do que de fato funciona: exercício, peso e acompanhamento.

Tratamento de artrose em Brasília e no Gama

A Dra. Mayara atende pacientes com artrose no consultório da Asa Norte, em Brasília, e pacientes do Gama, Novo Gama e entorno. Para idosos com dificuldade de locomoção, a avaliação e a infiltração podem ser feitas em domicílio. Veja também dor no joelho e dor no quadril.

Perguntas frequentes

Artrose tem cura?

Não há cura no sentido de reverter a doença, mas há controle. A maioria dos pacientes vive com dor controlada e boa função com exercício, controle de peso e procedimentos no momento certo.

Posso fazer exercício com artrose?

Deve. O exercício é o tratamento mais eficaz para a artrose. O tipo e a intensidade são ajustados ao grau da doença e à dor, com preferência por fortalecimento e atividades de baixo impacto.

Infiltração no joelho estraga a cartilagem?

Infiltrações pontuais de corticoide, dentro dos limites, são seguras. O uso repetido e frequente foi associado a maior perda de cartilagem e deve ser evitado. O ácido hialurônico não tem esse efeito.

Quando é hora de fazer prótese?

Quando a artrose é avançada e a dor e a limitação comprometem a qualidade de vida apesar de um tratamento conservador bem feito. A decisão é tomada junto com o ortopedista, considerando idade, saúde geral e expectativas.

Colágeno e glucosamina funcionam?

A evidência é fraca ou inconsistente. Esses suplementos não substituem exercício e controle de peso, e não recuperam cartilagem perdida.

O ultrassom mostra a cartilagem?

Mostra parte dela, em regiões acessíveis. Para graduar a artrose, a radiografia é o exame principal. O ultrassom é superior para derrame, inflamação da membrana e estruturas ao redor que também causam dor.

Agende sua avaliação em Brasília ou no Gama

Consulta e ultrassom com a Dra. Mayara Ferreira Ramos, no consultório da Asa Norte ou em domicílio. A conduta é sempre definida após avaliação individual.

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